Primeira Página
Quinta-feira, 23 de Maio de 2013, 20h:40
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OPOSIÇÃO
PP ameniza discurso após reunião com o governador
PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
Um dia após anunciar a debandada do PP para a ala oposicionista da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Antônio Azambuja (PP) ameniza aos poucos o discurso e já fala em dar um voto de confiança ao Executivo. A ameaça foi feita durante a sessão matutina de quarta-feira (22), horas antes do governador Silval Barbosa (PMDB) informar que manterá Mauri Rodrigues (PP) à frente da secretaria de Estado de Saúde. Durante a sessão de ontem (23), o progressista explicou que se reuniu com o governador, juntamente com o deputado estadual e secretário-geral do PP, Ezequiel Fonseca, para reiterar o desejo de afastamento de Mauri. Na conversa, Silval teria ponderado não querer ser injusto com o secretário. Além disso, adiantou que pretende fazer mais uma análise do pouco tempo de gestão de Mauri para, enfim, tomar uma decisão da forma mais acertada possível. A Secretaria de Saúde não é do PP. Estivemos com o governador e ele nos pediu um tempo para pensar. Disse que quer saber qual a realidade da Pasta. O Pedro Nadaf (secretário-chefe da Casa Civil) está fazendo esse levantamento. Ele nos pediu e demos um voto de confiança. Mas nosso posicionamento é o mesmo. Não podemos compactuar com isso, justificou o deputado. Quanto ao apontamento de Silval de que a agremiação seria uma das responsáveis pela situação caótica na Saúde, visto que indicou os três últimos secretários, Azambuja afirma que o partido tem tentado corrigir o erro, solicitando a saída de Mauri. Já em relação a Vander Fernandes, que antecedeu Mauri na Pasta, o deputado declara nunca ter sido a favor de sua indicação, por isso a cobrança sobre o fracasso dele não caberia a si. Eu não indiquei o Vander. Se foi o Henry quem indicou, as cobranças tem que ser feitas a ele. Não é nossa cota. O Mauri nós indicamos, mas já admitimos que erramos, pontuou. Conforme a justificativa, o PP deve continuar ao lado do Estado nas votações de projetos na AL. A postura deve durar, ao menos, até a próxima semana, quando um novo posicionamento deve ser exigido do governador. As afirmações do deputado, no entanto, divergem da impressão passada por Silval ao anunciar que permaneceria com Mauri em seu secretariado. Na ocasião, o peemedebista foi enfático ao declarar que não faria substituições somente para atender a interesses de poucos e a ego partidário. Se eles passarem à oposição, fazer o quê? Tenho que escolher entre o povo e a Saúde ou eles. Se o Mauri não está atendendo ao interesse de um ou de outro, não é por isso que vamos trocar. Aí entra outro que também não vai atender e teremos que trocar de novo, disse.