Primeira Página
Sábado, 22 de Novembro de 2008, 12h:20
A
A
PMDB e DEM distanciam do PR
O senador Jayme Campos (DEM) esclareceu, ontem, que o encontro com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, nesta semana, não teve caráter político. Eu e os deputados Carlos Bezerra e Wellington Fagundes fomos tratar da federalização da BR 174, no trecho que liga os municípios de Juína e Aripuanã, informou o parlamentar. Mas, como em encontro de políticos o tema não poderia ser outro, no final da reunião Fagundes tocou no assunto da sucessão estadual, já que Pagot é candidato declarado ao cargo de governador em 2010. Jayme e Bezerra foram claros que hoje encontram dificuldades em uma futura composição com o PR. Não houve lamúria de ninguém, nem minha e nem de Bezerra, disse o senador. Apenas situamos as coisas. Para ele, em função do quadro nacional, é mais fácil uma coligação do Democratas com o PSDB e com o PMDB. Segundo Jayme, a conversa não teve a intenção de promover retaliações. Mas está passando da hora de tirarmos alguns esqueletos do armário, afirmou. Assim como Bezerra, que não poupou críticas à atuação dos governistas e do próprio Pagot, Jayme também considera que o PR não fez papel de aliado de ninguém nesta eleição, a não ser do PT. De qualquer forma, Jayme e Bezerra falam numa união estratégica do DEM e do PMDB nas próximas eleições. Temos que olhar com atenção para a movimentação partidária nacional, e o cenário atual indica que vamos compor com os tucanos, avalia. Para mim, tudo bem, já apoiamos Wilson Santos em Cuiabá, no segundo turno e fomos vitoriosos. O teste já foi feito e aprovado, reconheceu o senador. Contudo, Jayme não descarta o diálogo com o grupo do governador Blairo Maggi. Mas eles têm que vir até nós, recomenda. Chega desta história de tudo ao vosso reino e nada para nós, alfinetou ao concluir.