O desembargador José Ferreira Leite, o presidente da Amam e os outros três magistrados protocolaram junto à 6ª Vara Cível da Capital pedido de reabertura de processo de 1981, no qual o atual corregedor do TJ, Orlando Perri, solicitava a retificação da data de nascimento em documentos pessoais. Perri é acusado de ter fraudado a documentação para concorrer à época a vaga de juiz substituto. O objetivo do grupo é desenterrar o processo 255/81 que, segundo os magistrados, tem uma sentença que até hoje, 27 anos depois, não transitou em julgado. Essa situação se arrastaria até hoje sem a devida intimação do Ministério Público sobre a decisão que concedeu a Perri a alteração nos documentos oficiais. Cópias do pedido de desarquivamento foram remetidas à Procuradoria de Justiça do Estado e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O suposto crime de falsidade ideológica é uma das denúncias apuradas em sindicância instalada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra Paulo Lessa e Orlando Perri. As investigações transcorrem em paralelo a outra sindicância no STJ, contra Ferreira e o grupo de magistrados, envolvendo as acusações de desvio dos cofres do tribunal mato-grossense. Fundamentados em dados coletados junto aos arquivos do TJ, os autores do pedido acusam Perri de ter adulterado a data de nascimento para preencher o requisito de idade mínima de 25 anos exigido no concurso a juiz substituto, realizado em 1982, quando teria 24 anos. O processo n° 255/81 foi movido pelo próprio Perri meses antes do concurso. Na peça, ele argumentou que nasceu em 1956 e não em 1957. À época, ele teria alegado que se tratava de um equívoco do Cartório de Registro Civil, algo relativamente comum na cidade. (JS)