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Primeira Página
Quarta-feira, 03 de Junho de 2015, 20h:55

MUDANÇAS

PDT e PR perderão seus principais líderes em MT

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
As duas principais lideranças políticas de Mato Grosso na atualidade, o governador Pedro Taques (PDT) e o senador Blairo Maggi (PR) estão de saída de suas agremiações partidárias, como já especulado em demasia, ainda mais depois da decisão unânime dos ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, de que não cabem ao detentor de cargo majoritário os princípios da fidelidade partidária por dependerem apenas dos seus votos para serem eleitos, diferente dos proporcionais que precisam de votos de legenda para conquistar suas vagas. O primeiro ainda tergiversa a respeito do seu destino, mas já não esconde a insatisfação com o PDT e que não há como voltar atrás em sua posição até mesmo por causa do seu histórico político partidário, principalmente por causa da relação do seu partido com o governo federal que confronta com sua postura, desde quando exercia o mandato de senador da República e mais agora como governador de Mato Grosso que não recebe o devido tratamento do governo da presidente Dilma Rousseff. Aliás, Taques foi candidato ao governo do Estado concorrendo contra o PT da presidente Dilma. Para presidente ele apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB) com quem se reunirá para um jantar neste final de semana. Já Blairo Maggi sinaliza de forma positiva em migrar para o PMDB e deverá naturalmente, sem nenhuma força, levar outros nomes para o partido que é o maior do Brasil, isto sem contar a possibilidade do Congresso Nacional admitir dentro da reforma política que ainda tramita na Câmara dos Deputados, o ‘freio de arrumação’ que seria um prazo de 60 dias até um ano antes das eleições de 2016 para quem quiser trocar de agremiação sem sofrer a cobrança da fidelidade partidária. Neste diapasão que se tornou o fim da fidelidade para os majoritários (presidente, senador, governador e prefeito), vem à esteira dos descontentes, principalmente os deputados federais, estaduais e vereadores que viram a Justiça continuar barrando a troca de partido para eles por causa do instituto da fidelidade partidária. Nos próximos dias começa a se desenhar um novo quadro político partidário com as trocas dos principais nomes com mandatos eletivos que deverão buscar novas acomodações, mesmo que não disputem as eleições municipais de 2016, que com certeza terá reflexo nas eleições vindouras de 2018 quando estarão em disputas os cargos de presidente da República, 54 cargos de senador, 513 deputados federais e 1.090 deputados estaduais.

Edição EDIÇÃO 16964




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