Parlamentar ameaça acionar secretário por improbidade
A queda-de-braço travada entre o deputado estadual Ademir Brunetto (PT) e o secretário estadual de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Allan Zanatta, deve atingir a esfera judicial. O parlamentar afirma que vai acionar judicialmente o gestor por improbidade administrativa e responsabilidade fiscal. A denúncia é uma suposta falsificação de documentos oficiais. Brunetto garante que também vai pedir a cabeça do secretário ao governador Silval Barbosa (PMDB). Para ele, uma pessoa que tem este tipo de atitude não está capacitada para administrar uma Pasta de tal importância. Vou representá-lo e também vou pedir a demissão dele para o governador. Ele adulterou documentos oficiais que foram solicitados pela Assembleia. Alterou a informação, mentiu, falsificou. Tem que sair de lá, enfatiza. Os documentos em questão são referentes ao benefício fiscal supostamente concedido à loja de departamentos Havan. De acordo com o parlamentar, o relatório encaminhado por Zanatta não condiz com a carta de intenções apresentada pela empresa (primeiro documento que as interessadas encaminham para solicitar entrada em programas de incentivo). O relatório da Sicme dizia uma coisa e continua números totalmente diferentes daqueles que foram apresentados na Carta Consulta da empresa, afirma. Para o petista, Zanatta também sonegou informações, uma vez que não divulgou aos parlamentares o investimento na ordem de R$ 61 milhões que a loja de departamento faria em um centro de distribuição que geraria 10 empregos diretos e 30 indiretos. Se ele não falou deste centro, não falou que a empresa está investindo nele mais da metade do que investe em toda a sua renda. Ele está sonegando informação, avalia. Zanatta, por sua vez, nega as acusações e garante que os documentos são verídicos. Não existe nada de errado. Para o secretário, Brunetto está prejudicando o trabalho que sua Pasta vem desenvolvendo, ou seja, atrair empresas para realizarem investimentos no Estado. Isso é interesse político que pode até atrapalhar a vinda de grandes empresas para Mato Grosso. Nessa história, quem sairá mais prejudicado é a população, pois milhares de empregos que poderiam ser gerados, podem ser perdidos. (KA)