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Primeira Página
Quarta-feira, 16 de Maio de 2007, 21h:36

Para denunciante, exoneração mostra moralização do Estado

JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
O deputado estadual Adalto de Freitas (PMDB), o Daltinho, encara a exoneração do comandante-geral da Polícia Militar, Adaíldon Evaristo de Moraes Costa, como um marco na moralização da corporação no Estado. “Esse foi um recado. Não vamos mais admitir pistolagem fardada em Mato Grosso e policiais militares a serviço de interesses econômicos”. Daltinho anunciou ontem que a Assembléia Legislativa deverá criar uma comissão especial para apurar os prejuízos causados aos posseiros da região de Suiá-Missu com a ação truculenta de policiais na região. A nova comissão deverá ser liderada pela presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, deputada Chica Nunes (PSDB). “Vamos acompanhar tudo, até que os prejuízos sejam ressarcidos”. Conforme denúncias encaminhadas ao deputado, a série de agressões e atos de vandalismo prejudicaram ao menos 100 famílias que residem na área, conhecida como Gleba União. Há relatos de pequenos agricultores que foram amarrados e espancados. Policiais também incendiaram casas e plantações. As denúncias foram apresentadas por Daltinho em sessão na Assembléia no dia 26 de abril. “Entrei em contato com o então comandante-geral Adaíldon e ele se mostrou surpreso, mas também não tomou nenhuma providência depois”. Ele lembra que o alerta partiu de uma comerciante da cidade de Estrela do Araguaia, próxima à área, e depois foi confirmada por posseiros ouvidos pelo parlamentar. O deputado ainda avalia que a ação do governo do Estado demonstra que o poder público recai a atenção sobre o Vale do Araguaia, considerada uma das regiões mais pobres do Estado. “Aquela é uma região com problemas sociais enormes e a posição do governo faz com que a população se sinta mais protegida”.

Edição EDIÇÃO 16968




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