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Terça-feira, 12 de Abril de 2011, 21h:36

TROCA DE PREFEITOS

Padilha lamenta insegurança jurídica vivida em Leverger

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Prefeito de Santo Antônio de Leverger há três meses e meio, o vereador licenciado Hugo Padilha (DEM) afirma que enfrenta dificuldades na administração por causa da insegurança jurídica que paira na cidade. Em dois anos e meio, Padilha é o terceiro prefeito do município, que tem cerca de 14 mil eleitores, e não sabe até quando irá ficar no cargo. “Nenhuma empresa quer contratar com a gente porque não sabe quem estará aqui amanhã e se receberão pelo serviço”, disse o prefeito interino. Como o prefeito eleito em 2008, Faustino Dias (DEM), cassado por improbidade administrativa, a cidade passou a ser comandada pelo presidente da Câmara, Harrison Ribeiro (PSDB). Em setembro do ano passado foi realizada uma eleição suplementar. Harrison concorreu e foi o escolhido pela população, mas não foi diplomado por causa de pendências na Justiça Eleitoral. Como no começo deste ano houve renovação na presidência da Câmara, trocou-se também o prefeito, que passou a ser Hugo Padilha. Caso Harrison tenha vitória no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), volta a ser prefeito, desta vez eleito pelo povo. Caso contrário, a segunda colocada, Glórinha Garcia (PP) será a diplomada. Hugo Padilha conta que esperava ficar como prefeito da cidade por um mês, já que o processo de Harrison está pronto para julgamento. No entanto, até hoje não foi julgado pelo TSE. “Toda terça e quinta-feiras, dias em que geralmente há sessão no TSE, é aquela apreensão, imaginando que pode sair uma decisão”, disse Padilha. O prefeito interino afirma que outra grande dificuldade é a dívida da prefeitura, que gira em torno de R$ 1 milhão. Essa situação impede Santo Antônio de receber repasses dos governos Estadual e Federal, conforme o prefeito. O orçamento de 2011 está estimado em R$ 25 milhões. De acordo com o prefeito interino, a dívida é referente a alugueis atrasados de imóveis, transporte escolar, aluguel de carros e pagamento de prestação de contas. No entanto, a dívida principal é com relação à Previdência, que soma R$ 800 mil (do valor total do débito). O prefeito interino esteve ontem na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) pedindo ajuda do governador Silval Barbosa, que atendeu prefeitos.

Edição EDIÇÃO 16962




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