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A exemplo do que ocorreu em São Paulo, na quinta (4), líderes da extrema direita em Cuiabá devem oferecer palanque para Flávio, durante Marcha para Jesus, em Cuiabá
O anúncio da participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Marcha para Jesus de Cuiabá, dia 20 (sábado), parece não ter emplogado os líderes bolsonaristas de Mato Grosso.
O convite ao parlamentar tem passado quase despercebido nas redes sociais dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Estado.
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A cúpula do PL não fez nenhuma menção à participação do pré-candidato da legenda a presidente.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não vai partcipar do evento.
Na sexta (12), ele disse, em entrevista, a exemplo de Lula (PT), que "não mistura religião com política”.
O prefeito Abilio Brunini (PL) aproveitou a ocasião para sancionou a Lei nº 7.555, de 10 de junho, do vereador Alex Rodrigues (PV), que declara a marcha Patrimônio Cultural Material e Imaterial do Município de Cuiabá.
A nova legislação reconhece oficialmente a importância histórica, religiosa, social e cultural do evento, realizado anualmente na capital mato-grossense.
Em sua crônica diária do Facebook, o advogado Júlio Benchimol Pinto citou que a Marcha Jesus virou retrato do Brasil político.
Em São Paulo, Flávio apareceu depois do desgaste envolvendo Daniel Vorcaro, Banco Master e o filme Dark Horse. Disse que estava ali como cristão, não como candidato.
"Claro: trio elétrico, microfone, aliados, ano eleitoral e crise de imagem - um retiro espiritual com assessoria de imprensa. O problema não é religioso fazer política. Isso é democracia. O problema é político usar religião como lavanderia moral: entra constrangimento, sai 'homem de fé'; entra caso mal explicado, sai perseguição espiritual", escrevei Benchimol.
E acrescentou: "Religiosidade e moralidade não são sinônimos: uma pessoa pode falar em Deus o dia inteiro e tratar a verdade como acessório de campanha, pode defender família no palanque e destruir qualquer noção pública de decência, pode carregar Bíblia na mão e transformar adversário em demônio eleitoral".




