Se existe uma certeza hoje dentro do União Brasil de Mato Grosso é que ninguém concorda com a matemática. De um lado, os aliados do senador Jayme Campos garantem que têm maioria para vencer a convenção que decidirá o rumo do partido na disputa pelo Governo do Estado. Do outro, o grupo liderado por Mauro Mendes assegura exatamente a mesma coisa.
Resultado: alguém está errando a conta. Ou talvez os dois estejam usando calculadoras diferentes.
A mais recente rodada dessa disputa teve como protagonista o deputado Júlio Campos, que defendeu a antecipação da convenção partidária. A proposta, porém, foi recebida com pouca simpatia por Mauro Mendes, presidente estadual da sigla e principal defensor da candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás.
Sem economizar adjetivos, Mendes classificou as declarações de Júlio como "bobagem" e recomendou uma leitura mais atenta do estatuto partidário. Segundo ele, a convenção ocorrerá dentro dos prazos previstos e não conforme a vontade deste ou daquele grupo.
Enquanto isso, os bastidores seguem fervendo. Na próxima semana deve sair o edital de convocação da convenção que definirá alianças, candidaturas e o apoio ao Governo.
Até lá, a principal disputa continua sendo descobrir quem realmente tem a maioria. Afinal, na política mato-grossense, dois mais dois nem sempre fecham quatro.




