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Quarta-feira, 27 de Junho de 2012, 22h:25
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INFIDELIDADE
Oitivas sobre migração de Totó e Néviton são iniciadas
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou na manhã de ontem (27) as primeiras oitivas do processo de infidelidade partidária envolvendo os vereadores Néviton Fagundes e Totó César, ambos do PTB. Eles migraram do PRTB para a atual sigla após discordâncias internas. A ação é movida pelo suplente da sigla, Anderson Tochio Matsubara. De acordo com ele, os parlamentares devem ter seus mandatos cassados, já que abandonaram a legenda sem apresentar justificativa. A lei é bem clara, a vaga é do partido e não das pessoas. A intenção de Anderson é assumir a vaga de Totó na Câmara de Cuiabá. Isso porque, da 17ª, ele passou para a 2ª suplência, pois todos os demais também deixaram o partido. O outro beneficiado seria o 1ª-suplente Marcrean Santos. A defesa dos vereadores, o advogado Antônio Rosa, no entanto, alega que os parlamentares foram perseguidos politicamente desde o começo do mandato e, por isso, resolveram trocar de legenda. Ele garante que houve um acordo entre as siglas para que ocorresse essa migração. O presidente regional do PRTB falava que queria eles fora do partido de qualquer maneira. Totó e Néviton, contudo, teriam recebido uma carta de anuência do partido para trocar de sigla, após acordo político articulado pelo próprio prefeito Chico Galindo que, por sua vez, deu à legenda o comando da Secretaria de Trabalho de Desenvolvimento Social. O processo, que tramita na Justiça Eleitoral desde novembro de 2011, está sendo conduzido pelo juiz Sebastião de Arruda Almeida, que ouviu ontem (27) dez testemunhas, sendo seis arroladas pela defesa e quatro, pelo Ministério Público Eleitoral. Destes, Totó, Néviton, Xavier e Marcrean foram convocados pelo MP. Já o vereador Antônio Fernandes (PSDB), o advogado da Câmara e ex-vereador Eronides Nona (PSDB), o presidente municipal do PTB, Dilemário Alencar, Edésio do Carmo, Cristiano Nogueira (PTdoB) e Ivo da Silva, membro do diretório municipal do PRTB, foram arrolados pela defesa. O processo ocorrerá em três fases: testemunhos, juntada de provas e alegações finais, antes da sentença. Galindo e o presidente da Câmara, vereador Júlio Pinheiro (PTB), também devem ser ouvidos.