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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011, 21h:34
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CONJUNTURA
Nova sigla muda cenário político de MT
Grupo político trabalha com a possibilidade de filiar até cinco deputados estaduais e dois parlamentares federais, além do vice-governador
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A criação do Partido Social Democrático (PSD) em Mato Grosso vai causar mudança no cenário político. Na Assembleia Legislativa, a legenda recém-criada pode ser a segunda maior bancada, atrás apenas do PR, que tem seis parlamentares e equiparada com o PMDB, com cinco deputados. Por enquanto, pelo menos cinco deputados devem migrar de partido. José Riva (PP), Airton Português (PP), Luizinho Magalhães (PP), Walter Rabello (PP) e Gilmar Fabris (DEM). O número, no entanto, ainda não está fechado. Além do nascimento com grande força do PSD, outra significativa mudança no quadro político é com relação à perda de força do Partido Progressista, PP. A legenda perde uma de suas principais referências, o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva. Em seu quinto mandato como deputado estadual, Riva está pela quinta vez no comando da Assembleia. Conhecido como um forte articulador político, com bom trânsito no Legislativo e Executivo, Riva começou a carreira política como prefeito de Juara, sendo eleito como deputado pela primeira vez em 1994. Nas quatro eleições seguintes ele foi o candidato mais votado, superando a cada ano seu próprio recorde de votação. Na eleição do ano passado ele foi o deputado estadual mais votado do Brasil, levando em consideração o número de eleitores de cada Estado. Foram 93.594 votos. É o deputado Riva quem comanda a debandada para o novo partido. De cinco deputados, o PP ficaria apenas com Ezequiel Fonseca. Ou seja, estaria equiparado aos partidos com menores bancada, PPS, PT, PSDB, PSB e PDT, que têm, cada um, apenas um representante. Para projeção de cinco deputados estaduais no PSD são considerados os dois suplentes que hoje ocupam cadeiras de titulares, como Luizinho Magalhães, que está no lugar de Antônio Azambuja, que ocupa cargo de secretário estadual de Esportes; e Gilmar Fabris, suplente de José Domingos Fraga (DEM), atual secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Além dos estaduais, também vão para o PSD o deputado federal licenciado Eliene Lima e os suplente de deputado federal Nery Geller e Roberto Donner, todos do PP. Os dois estão nas vagas de Eliene, que está à frente da secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e de Pedro Henry, secretário de Saúde. Além disso, o vice-governador do Estado, Chico Daltro, também confirmou adesão à nova sigla. Nesta semana foi lançada a ata de fundação do novo partido, em Brasília. Riva e os deputados federais do PP participaram do ato. O PSD tem como patrono o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que, descontente com o DEM, decidiu criar uma nova legenda.