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Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014, 21h:02

COOAMAT

Nomes para CPI são apresentados

ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar a suspeita de fraude e simulação de negócios na Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), que tem como sócio o produtor Eraí Maggi (PP) e parentes, além de funcionários do grupo Bom Futuro, foram indicados na sessão de ontem na Assembleia Legislativa. A reunião de instalação poderá ocorrer ainda esta semana, quando serão definidos presidente e relator. O autor do requerimento, José Riva (PSD), adiantou que Eraí deverá ser uma dos convocados para prestar depoimento na CPI, assim como algumas pessoas ligadas à Cooamat. “Com certeza, se necessário, terá que ser convocado [Eraí Maggi]. Vejo a necessidade de chamar algumas pessoas que vão contribuir com a CPI”, afirmou. Os deputados membros-titulares são Jota Barreto (PR), Alexandre Cesar (PT), José Riva (PSD), Dilmar Dal Bosco (DEM) e Emanuel Pinheiro (PR). Os suplentes são Mauro Savi (PR), João Malheiros (PR), Walter Rabello (PSD), Guilherme Maluf (PSDB) e Teté Bezerra (PMDB). Riva não pretende assumir a presidência para tentar dar mais isenção à investigação. Dentre os nomes cotados para assumir a função de comandar os trabalhos estão Alexandre Cesar e Jota Barreto. Quanto ao prazo para conclusão da CPI, Riva destaca que na reunião de instalação será definido o cronograma de trabalho e “se tudo andar como a gente pensa, dá tempo. Se instalar nesta semana, escolher presidente e relator, começar a funcionar, 40 dias são suficientes para concluir o relatório. Tudo tem de andar dentro do calendário e esperamos que siga o cronograma”. Quanto às suspeitas já existentes contra Eraí Maggi, Riva disse que a CPI servirá para constatar ou não a procedência das denúncias, mas reafirmou que são fortes os indícios de fraudes contra o Fisco estadual. Ele destacou ainda que foi feito um levantamento prévio dos números, mas prefere aguardar o início das atividades da comissão para poder falar com exatidão. “Quero tomar o cuidado de a partir da instalação da CPI anunciar a cada sessão, reunião, dentro do cronograma o que a gente vai encontrar. É prematuro fazer qualquer acusação neste momento. Fizemos um levantamento prévio de alguns números, mas não temos exatidão destes dados e só através da CPI vamos chegar a este número. A CPI desempenhará um trabalho sério e não quero comprometer”, declarou em entrevista coletiva. A suspeita é de que a cooperativa é usada para operações fraudulentas que chegariam a R$ 500 milhões. De acordo com Riva, as denúncias são graves, e constam mais de 200 procedimentos e infrações na Secretaria de Fazenda (Sefaz). Riva já protocolou a denúncia na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz). A Cooamat foi a maior beneficiária das operações de Pepro de milho (espécie de subsídio) do Centro-Oeste em 2013, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no valor de R$ 40,5 milhões.

Edição EDIÇÃO 16968




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