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Terça-feira, 13 de Março de 2012, 22h:29
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SAÚDE
Municípios cobram dívida de R$ 19 mi
Apesar disso, presidente da AMM afirma que governo colocou em dia R$ 28 milhões de convênios firmados, que estavam atrasados há seis meses
ALLINE MARQUES
Especial para o Diário
As reuniões mensais entre o governador Silval Barbosa (PMDB) e os prefeitos de Mato Grosso não tiveram efeito e o governo ainda possui uma dívida de R$ 19 milhões com os Consórcios Intermunicipais de Saúde. A expectativa dos prefeitos é de que os valores sejam pagos nos próximos 30 dias. De acordo com o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Meraldo Sá, o governo já garantiu o empenho do recurso e até o dia 30 de abril deve ser colocado em dia. Ele também já cancelou os encontros com o chefe do Executivo na AMM. O objetivo é de que os prefeitos possam participar das reuniões juntamente com os deputados, no Palácio Paiaguás. Além dos repasses da Saúde que estavam pendentes, Meraldo informou que o governo colocou em dia R$ 28 milhões de convênios firmados com a Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Septu), que estavam atrasados há seis meses. O Estado também repassou nesta semana o dinheiro da Saúde referente aos meses de janeiro e fevereiro deste ano. As reuniões com o governador foram pouco proveitosas e o Silval sabe disso. Tanto, que vencemos o ano de 2011 com seis meses de atrasos no repasse da Saúde. O ano passado foi muito ruim, mas agora ele já se prontificou a colocar as contas em ordem, afirmou o presidente da AMM, que também é prefeito de Acorizal (63 quilômetros de Cuiabá). Apesar de tentar amenizar a crise entre os prefeitos e o governador, Meraldo já adiantou que os administradores terão de recorrer aos deputados para conseguir recursos para estradas ou outros investimentos. Isso porque o governador assegurou a liberação de R$ 3 milhões em emendas para os parlamentares. Os prefeitos terão que buscar os deputados de sua região para conseguir os recursos das emendas. O investimento ficará por conta, somente, dos R$ 3 milhões de cada parlamentar porque o governo irá cumprir apenas o que é obrigatório, como os repasses constitucionais da Saúde e da Educação, revelou Meraldo. O governo do Estado passa por uma crise financeira e a arrecadação não tem correspondido com a previsão orçamentária, com isso os municípios acabam sendo os maiores prejudicados, sem capacidade de investimento e limitados aos repasses estaduais e federais. Mesmo assim, o presidente da AMM ainda é otimista e acredita que a relação com o governo pode melhorar. Segundo ele, a expectativa é de que não ocorram mais atrasos e que o governador ao menos ajude às administrações municipais a colocar a máquina para funcionar. Silval animou os prefeitos quando iniciou o cronograma de reuniões mensais, mas, como não conseguiu cumprir com os compromissos firmados, acabou frustrando os gestores. Apesar da promessa de não ocorrerem atrasos, os municípios não devem esperar muitos recursos para obras, já que o governo precisa centrar esforços para a realização da Copa do Mundo em Cuiabá e mantém o orçamento contingenciado.