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Terça-feira, 30 de Junho de 2015, 21h:03
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ORÇAMENTO
MT deve ter eleições hibridas em 2016
MARCOS LEMOS
Da Reportagem
A crise financeira chegou ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) que poderá realizar a primeira eleição hibrida de sua história, com eleitores votando através de urnas biométricas, aquelas liberadas para voto pela impressão digital do eleitor e outros votando na urna eletrônica normal em que a urna é liberada pelo mesário para que o cidadão exerça seu direito ao voto. A informação é da presidente do TRE/MT, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, que juntamente com o vice-presidente e corregedor eleitoral, desembargador Luiz Ferreira da Silva, se reuniu na tarde de ontem com o governador Pedro Taques (PDT) para solicitar apoio para o pleito municipal do ano que vem. Precisamos continuar contando com o apoio logístico do governo de Mato Grosso, principalmente para duas ações integradas, a questão da segurança pública que por se tratar de uma eleição municipal exigirá um planejamento diferenciado e maior efetivo policial, bem como apoio estrutural para o trabalho de biometria que deverá acontecer de forma hibrida em pelos menos 60 municípios que são sede de Zona Eleitoral, disse a presidente do TRE/MT. O problema do TRE/MT é decorrente de uma decisão superior, do Tribunal Superior Eleitoral TSE, que no planejamento inicial apresentou um custo de R$ 5,50 por eleitor para realizar o trabalho da biometria que exige uma série de ações e de inserção de dados pessoais. Só que neste ano, por contenção de gastos, esses custos foram reduzidos para R$ 1,99 por eleitor, uma redução da ordem de R$ 3,51 por eleitor num universo da ordem de 2,1 milhões de eleitores. Acredito que pelo desempenho de nossa equipe teremos prontos para as eleições, 26 municípios com seus eleitores 100% votando pela biometria. Nos demais casos, a biometria deverá acontecer de forma hibrida, ou seja, parte dos eleitores votará nas urnas biométricas e parte nas urnas eletrônicas comuns, disse a presidente do TRE/MT. Segundo o vice-presidente e corregedor eleitoral, desembargador Luiz Ferreira da Silva, por causa das demandas, a Justiça Eleitoral precisará do suporte do governo do Estado que pode ceder servidores e ajudar para que a instituição eleitoral possa ampliar sua atuação em relação à biometria. Ambos os dirigentes da Justiça Eleitoral de Mato Grosso saíram em defesa da expansão da biometria, mas lembraram que ela tem um custo alto, mas menor do que a importância de assegurar a plenitude da democracia através da validade do voto de cada um dos eleitores do Brasil. A preocupação dos técnicos é que a eleição híbrida, se economiza nos custos da implantação da biometria por um lado, por outro aumentará os custos finais da eleição, pois em cada cessão terá que existir uma urna biométrica e outra não biométrica para atender a toda a demanda.