MPE ainda analisa inquérito no qual Lutero foi indiciado
A promotora Ana Cristina Bardusco, titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Probidade Administrativa, se debruça desde segunda-feira na análise do inquérito produzido pela Delegacia Fazendária que culminou no indiciamento do ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Lutero Ponce (PMDB), em cinco crimes. O vereador é acusado de comandar um suposto esquema que culminou num rombo de R$ 7,5 milhões nos cofres da Câmara de Cuiabá em licitações fraudulentas nos anos de 2007 e 2008. O inquérito policial, que contém mais de mil páginas, está sob os cuidados do Ministério Público Estadual (MPE) desde o mês passado, período em que a promotora Ana Cristina estava de férias. Cabe ao MPE a apresentação de denúncia formal ou não contra Lutero à Justiça. A promotora acompanhou todo o rito das investigações. Durante o período de férias, assessores da promotoria iniciaram a análise do caso, cujo parecer deverá auxiliar a titular. Não há previsão de quando a leitura e análise das denúncias e provas levantadas pela Delegacia Fazendária serão concluídas. A crença no meio jurídico é a de que acusações feitas por empresários e funcionários da Câmara durante os depoimentos colhidos por delegados fazendários são suficientes para o protocolo de denúncia. Nos relatos, parte dos empresários aponta como foram abordados por membros da suposta quadrilha.