Movimento pode ter até 3 candidatos em Rondonópolis
RENATA NEVES
Da Reportagem
O cenário que se desenha para as eleições municipais de Rondonópolis tem sido o principal foco de tensão do Movimento Mato Grosso Muito Mais e a situação pode ficar ainda mais complicada. Além do PPS e do PDT, o PSB também estuda a possibilidade de lançar candidatura própria no município. Ontem, o presidente do diretório estadual da sigla, deputado federal Valtenir Pereira, reuniu-se com lideranças da cidade para traçar estratégias para 2012. No encontro, foram definidos nomes de cinco potenciais candidatos a prefeito (a). São eles: a professora e ex-deputada estadual Vilma Pereira, os ex-vereadores Valdir Clemente e Airton das Neves, os empresários Jamilio de Souza e Cláudia Fagote e a professora Neuza Novaes. Essa foi a primeira reunião que realizamos no município após o encerramento do prazo de filiações para quem deseja disputar candidatura. Temos bons nomes no partido e vamos analisar a hipótese de lançar candidatura própria, afirmou Valtenir. Até o momento, três candidaturas estão colocadas no município. A do atual prefeito, Zé do Pátio (PMDB), que disputará a reeleição, a do ex-governador Rogério Salles (PSDB) e a do deputado estadual Percival Muniz (PPS). Recém-filiado ao PDT, o empresário Adilton Sachetti também pode entrar na disputa, apesar de negar interesse. Durante a reunião, as lideranças socialistas definiram estratégias do PSB, levando-se em consideração dois possíveis cenários. O primeiro deles cogitando a hipótese dos três pré-candidatos se oficializarem na disputa e o segundo, protagonizado por Zé do Pátio e Percival Muniz. Apesar de liderar um dos partidos que integram o Movimento Mato Grosso Muito Mais, Valtenir desconversou sobre a possibilidade de apoiar Muniz. O dirigente já deixou claro que não concorda com a aliança e fez questão de estar ausente em todas as reuniões já realizadas. O foco das discussões do movimento não deve ser as eleições municipais. Desde o início avisei que isso iria arrebentar com os partidos da base ou gerar uma divisão entre as nossas lideranças. E é o que temos visto recentemente: Pedro Taques, Percival Muniz e Mauro Mendes trocando insultos pela imprensa exatamente por conta de problemas na base. O que tem que ser discutido dentro do Movimento Mato Grosso Muito Mais são os problemas do Estado e as necessidades da população. Quando tivermos discussões temáticas dentro do movimento, aí sim teremos tranquilidade, disse.