Militantes do PT e do PDT quase entraram em vias de fato nesta sexta-feira (26) em frente ao cartório do 1° Ofício em Cuiabá. Diversos militantes que apoiam a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) foram ao cartório requerer a procuração que foi protocolada no último dia 11 de setembro pelo ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e pelo deputado Wellington Fagundes (PR), candidatos ao governo e ao Senado, respectivamente. Dezenas de militantes foram até o local requerer o documento, que segundo Lúdio e Wellington daria acesso aos dados referentes à quebra de sigilo dos dois e de suas esposas. O grupo de militantes aproveitou que Lúdio e Wellington tinham marcado um encontro com Taques e o candidato ao Senado pela oposição, Rogério Salles (PSDB), para cobrar dos candidatos acesso aos documentos. Aos gritos de fujão e queremos a procuração, os militantes protestaram na frente do cartório. Carros de som das coligações Amor a Nossa Gente e Coragem e Atitude pra Mudar passavam pelo local e esquentava ainda mais o clima entre os populares. Houve troca de acusações tantos dos militantes pró-Taques quando das pessoas que trabalham nas campanhas de Wellington e Lúdio. A equipe de Lúdio filmou toda a ação e questionavam as pessoas sobre os motivos que os levaram a requerer o documento que daria acesso à quebra de sigilo fiscal dos dois candidatos da base governista. Alguns diziam que ouviram no horário eleitoral e foram requerer o documento. O clima tenso só foi contornado quando os dois candidatos deixaram o local. Taques e Salles não compareceram, mas Lúdio e Wellington fizeram uma procuração específica com o nome dos dois candidatos. Na última quarta-feira (24) o coordenador-geral da campanha de Taques, o prefeito de Lucas do Rio Verde Otaviano Pivetta (PDT), disse que a quebra de sigilo fiscal e bancário não passava de um teatro dos candidatos da base governista. Um dos aliados de Taques tentou fazer o trâmite dito por Lúdio e Wellington para conseguir ter acesso aos dados. Mas, além de gastar quase R$ 100 com toda a documentação, a Receita Federal negou acesso ao conteúdo das transações bancárias, uma vez que há necessidade da procuração ser individualizada. Além disso, para se ter acesso aos dados leva, em média, quatro dias. Com isso, praticamente não há tempo de se conseguir os dados antes do primeiro turno, marcado para o próximo domingo (5). Lúdio e Wellington prometeram aos presentes que sua assessoria jurídica buscaria a documentação de cada para confeccionar uma procuração para cada um. Os candidatos lamentaram a ausência do pedetista e do tucano e rebateram a acusação: disseram que quem faz teatro são os dois candidatos da oposição.