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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

Primeira Página
Sábado, 25 de Setembro de 2010, 13h:22

ONDA DE DENÚNCIAS

Mauro emite e susta cheque milionário

O candidato ao governo é acusado de emitir um cheque no valor milionário para um posto de combustível, mas sustou o pagamento

JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Candidato ao governo, o empresário Mauro Mendes (PSB) emitiu um cheque de R$ 1,1 milhão à empresa Ribeiro Miguel Sutil Auto Posto, no dia 16 de setembro deste ano, e, depois, o sustou. Surpreendido com o fato de o socialista ter sustado o cheque e se sentindo lesado, o proprietário do posto de combustível autenticou cópia do documento com os registros de devolução no Cartório Notarial e Registral Xavier de Matos, nesta quinta-feira. Foi o que informou ontem o site de notícias RDNews. Segundo informou o veículo de comunicação, o cheque de número 65.01.40 é do Banco do Brasil. O proprietário do posto, de acordo com o site, chegou a fazer o depósito do cheque na conta 1461-3 do Banco Bradesco, mas, como foi "cancelado" por Mauro Mendes, acabou devolvido. Ou seja, não foi descontado o valor. A reportagem tentou contato com o proprietário do posto através dos telefones comerciais divulgados nas listas públicas. No entanto, o telefonema não foi atendido. Informações dão conta de que o valor seria pagamento de compra de combustível usada na campanha da coligação “Mato Grosso Melhor pra Você”, encabeça por Mendes. A assessoria do candidato Mauro Mendes informou que ele não falaria sobre o assunto porque estava gravando programa eleitoral. O coordenador jurídico da coligação, advogado Paulo Taques, encaminhou nota de esclarecimento. Segundo informou, Mauro Mendes nunca realizou qualquer negócio com a empresa Ribeiro Auto Posto. O candidato alega que o cheque foi emitido no ano de 2008 — “o que será comprovado pela numeração a ser fornecida pelo Banco do Brasil” —, como simples garantia de negócio de terceiros (caução) que, depois, não se realizou, por ter havido desacordo comercial. “Como foi um negócio realizado entre particulares, e para que seja respeitada a intimidade de tais pessoas, iremos, neste momento, preservar seus nomes”, argumentou a coligação. A assessoria jurídica do candidato disse ainda que pediu providências à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal no sentido de apurar “a clara tentativa de utilização eleitoreira do cheque, tentando imputar ao candidato Mauro Mendes conduta que este não adotou”. Nas últimas semanas, Mauro foi passou a ser alvo de acusações de “calote”. Primeiro, um grupo de cabos eleitorais contratados por um candidato a deputado estadual da coligação. Mais recentemente, o marqueteiro Léo Pereira, contratado para atuar na campanha de Mauro Mendes que depois foi dispensado pelo empresário, tem declarado que não recebeu pelo trabalho já executado para o candidato.

Edição EDIÇÃO 16960




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