Primeira Página
Sábado, 25 de Setembro de 2010, 13h:22
A
A
ONDA DE DENÚNCIAS
Mauro emite e susta cheque milionário
O candidato ao governo é acusado de emitir um cheque no valor milionário para um posto de combustível, mas sustou o pagamento
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Candidato ao governo, o empresário Mauro Mendes (PSB) emitiu um cheque de R$ 1,1 milhão à empresa Ribeiro Miguel Sutil Auto Posto, no dia 16 de setembro deste ano, e, depois, o sustou. Surpreendido com o fato de o socialista ter sustado o cheque e se sentindo lesado, o proprietário do posto de combustível autenticou cópia do documento com os registros de devolução no Cartório Notarial e Registral Xavier de Matos, nesta quinta-feira. Foi o que informou ontem o site de notícias RDNews. Segundo informou o veículo de comunicação, o cheque de número 65.01.40 é do Banco do Brasil. O proprietário do posto, de acordo com o site, chegou a fazer o depósito do cheque na conta 1461-3 do Banco Bradesco, mas, como foi "cancelado" por Mauro Mendes, acabou devolvido. Ou seja, não foi descontado o valor. A reportagem tentou contato com o proprietário do posto através dos telefones comerciais divulgados nas listas públicas. No entanto, o telefonema não foi atendido. Informações dão conta de que o valor seria pagamento de compra de combustível usada na campanha da coligação Mato Grosso Melhor pra Você, encabeça por Mendes. A assessoria do candidato Mauro Mendes informou que ele não falaria sobre o assunto porque estava gravando programa eleitoral. O coordenador jurídico da coligação, advogado Paulo Taques, encaminhou nota de esclarecimento. Segundo informou, Mauro Mendes nunca realizou qualquer negócio com a empresa Ribeiro Auto Posto. O candidato alega que o cheque foi emitido no ano de 2008 o que será comprovado pela numeração a ser fornecida pelo Banco do Brasil , como simples garantia de negócio de terceiros (caução) que, depois, não se realizou, por ter havido desacordo comercial. Como foi um negócio realizado entre particulares, e para que seja respeitada a intimidade de tais pessoas, iremos, neste momento, preservar seus nomes, argumentou a coligação. A assessoria jurídica do candidato disse ainda que pediu providências à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal no sentido de apurar a clara tentativa de utilização eleitoreira do cheque, tentando imputar ao candidato Mauro Mendes conduta que este não adotou. Nas últimas semanas, Mauro foi passou a ser alvo de acusações de calote. Primeiro, um grupo de cabos eleitorais contratados por um candidato a deputado estadual da coligação. Mais recentemente, o marqueteiro Léo Pereira, contratado para atuar na campanha de Mauro Mendes que depois foi dispensado pelo empresário, tem declarado que não recebeu pelo trabalho já executado para o candidato.