Primeira Página
Segunda-feira, 01 de Abril de 2013, 20h:06
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DISCURSO
Maggi critica logística no Brasil
O senador Blairo Maggi (PR) criticou em discurso no Senado na tarde de ontem (1º) a falta de infra-estrutura do país para transportar e escoar a produção, que faz do Brasil um dos principais fornecedores de produtos agropecuários para o mundo. Maggi, que tem liderado senadores da Comissão de Infra-Estrutura desde o início de seu mandato por pedidos de investimentos na área, e que inclusive, entregou no ano passado à ministra da Casa Civil da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, apontamentos sobre as deficiências estruturais do país, utilizou do palanque para retornar a discussão sobre as estradas, portos e aeroportos. Segundo o senador, a ineficiência no transporte é o fator que prejudica todos os produtores e encarecem custo do transporte das mercadorias até os portos. Uma carga que demorava três, cinco dias para chegar ao porto, hoje leva dez dias, quinze dias, afirma, avaliando que houve uma piora na situação das rodovias, com relação aos anos anteriores. Mas segundo Maggi, além dos problemas graves no transporte terrestre, ele aponta que as outras opções mais baratas e ainda menos poluentes, também deixam a desejar na eficiência. A capacidade de embarque dos portos brasileiros está aquém das necessidades, então muitos navios ficam esperando para embarcar mercadorias, o que onera ainda mais o processo, reitera. Maggi afirmou ainda que o país tem dinheiro suficiente para aperfeiçoar a logística, basta vontade, e um projeto feito com determinação, envolvendo governo, sociedade civil e empresas privadas. O problema da logística é o problema de cada cidadão brasileiro que quer comprar um automóvel, uma motocicleta, que quer andar e quer ver este país crescer, se desenvolver. Nós não faremos isso sem rodovias, sem ferrovias, sem aeroportos disse. O senador ressaltou ainda que o país construiu nos últimos anos uma economia forte e que está sendo distribuída para toda a população, e o que está impedindo o acesso das pessoas aos bens e serviços produzidos, é a falta de infra-estrutura.