O prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB), repudiou ontem publicamente a postura dos vereadores Mauro Garcia e Valdemar Júnior, ambos PPS. Os parlamentares acionaram o Ministério Público Estadual, que protocolou uma ação na Justiça para suspender a lei municipal que liberava o município de Sinop a contratar empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implantação da rede de esgoto. Leitão também classificou como irresponsáveis todas as decisões tomadas por parte dos parlamentares e as decisões judiciais sobre o assunto e afirmou que essas atitudes vão contra Sinop e não contra o político Nilson Leitão. Querem afetar o político Nilson Leitão, mas estão prejudicando o município de Sinop. Essa ação é contra o município de Sinop. O estudo contratado em 2005 pela Câmara de Sinop que apresentou um valor menor para o mesmo projeto do esgoto também foi duramente questionado por Leitão. De acordo com o prefeito, esse estudo não condiz com a verdade. Primeiramente, por que não é um documento oficializado pela própria Câmara. Segundo o gestor municipal, o documento teria que passar por votação para a aprovação em plenário. Algo que não ocorreu. Outra contestação foi quanto ao método utilizado pela empresa que tem sede em Fortaleza, no Ceará. O chefe do Executivo municipal afirmou que nenhum engenheiro responsável pelo estudo esteve em Sinop para avaliar o tipo de solo, por exemplo. Eles levaram em consideração uma cidade do mesmo porte de Sinop que fica no interior do Ceará para pegar por base a dimensão da obra. Quem se baseou não tinha projeto técnico como um estudo do lençol freático. Leitão acredita que o dinheiro destinado para os 40% da obra de esgoto de Sinop pode estar comprometida com todas essas ações. Ele até levantou a possibilidade do BNDES cancelar o pedido do recurso para o município devido as constantes denúncias envolvendo o assunto. Temos o direito, mas poderá ser cancelado sim. Mais uma vez, o prefeito declarou que a prefeitura não tem legalidade para cancelar uma licitação sem um argumento plausível. Somente a suspeita de irregularidade de uma empresa em outras obras, não faz dela inapta a disputar uma concorrência pública. No entanto, se ela for declarada realmente culpada, a prefeitura poderá ter os motivos suficientes para suspender a licitação, segundo o prefeito. Nós não temos o direito para cancelar a licitação. Não existe objeto jurídico ainda. No final da segunda coletiva após sua prisão na Operação Navalha da Polícia Federal, o prefeito afirmou que não falará mais sobre o caso. A partir desse momento, o procurador jurídico do município, Astor Reinheimer, é quem ficará encarregado pelo episódio.