A deputada Chica Nunes (DEM) se livrou ontem da Lei da Ficha Limpa e teve a candidatura aprovada pelo TRE. O mesmo não aconteceu com o deputado Gilmar Fabris (DEM), que teve o registro barrado. A liberação da candidata contrariou o parecer do Ministério Público Eleitoral que apresentou pedidos de impugnação dos dois registros. Chica e Fabris foram cassados por denúncias de compra de votos praticada na Eleição 2006. Eles conseguiram se manter no cargo por força de liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu a cassação do TRE. O relator do processo dos parlamentares democratas, Samir Hammoud, votou pela aprovação da candidatura de Chica e reprovação do registro de Fabris. O voto foi acompanhado por unanimidade. Segundo o relator, a defesa de Chica Nunes recorreu ao TSE antes de seu registro de candidatura ser apreciado pelo Pleno. Com a consulta, a candidata à reeleição conseguiu manter a liminar que derrubou sua cassação, deixando de ser uma ficha suja. Por outro lado, a defesa de Gilmar Fabris, conforme narrou Samir, não recorreu ao TSE acreditando que a liminar seria mantida. Apesar do indeferimento, o deputado Gilmar Fabris poderá tocar sua campanha normalmente. O candidato irá recorrer ao TSE. Se não conseguir reverter a situação, ele terá como consequência o impedimento de diplomação caso seja eleito. Em seu processo de cassação foram anexadas provas contundentes como um caderno escolar com uma relação de 99 eleitores, locais de votação e telefones de contato. A prática ilegal teria acontecido em Poxoréu (251 km de Cuiabá). Com atestado de ficha limpa, a deputada Chica Nunes foi cassada na mesma sessão que o deputado federal Pedro Henry sob as acusações de compra de votos. As irregularidades remetem à compra de votos no bairro Pedra 90 e à distribuição de cobertores e medicamentos em um posto de saúde no bairro. Além disso, a democrata responde a processo criminal onde é acusada de desviar R$ 6,5 milhões entre os anos de 2005 e 2006, quando presidiu a Câmara de Cuiabá. (JC)