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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015, 21h:15
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VENTRÍLOQUO
Justiça define datas para os depoimentos de testemunhas
RAFAEL COSTA
Da Reportagem
A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, designou para dia 23 de novembro a partir das 13h30, audiência de instrução e julgamento de ação penal da Operação Ventríloquo. Uma nova audiência ocorrerá no dia 30 de novembro, às 13h30, desta vez para ouvir algumas testemunhas de defesa. Os depoimentos da defesa serão complementados no dia 11 de dezembro, no mesmo horário. Ainda foi autorizada carta precatória para a Comarca de Arenápolis com o intuito de intimar o suplente de senador José Aparecido dos Santos, o Cidinho, que prestará depoimento como testemunha de defesa. Ainda foi determinado que no prazo de 5 dias seja fornecido o endereço atualizado de testemunhas que não foram encontradas nas últimas semanas devido a mudança de endereço. Considerado intermediador do acordo fraudulento que desviou R$ 10 milhões dos cofres do Legislativo, o advogado Júlio César Domingues Rodrigues arrolou o deputado estadual Mauro Savi (PR), primeiro-secretário à época dos escândalos, como uma das testemunhas de sua defesa. Como o parlamentar detém foro por prerrogativa de função, pode escolher o dia, horário e local em que poderá ser interrogado. A magistrada sugeriu em ofício três datas que possa ser conveniente que são 27 e 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano, às 13h30. As mesmas datas de horário foram sugeridas ao conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Sérgio Ricardo, arrolado como testemunha de defesa pelo ex-deputado estadual José Riva (sem partido). A defesa do advogado ainda tentou incluir os deputados estaduais Romoaldo Junior (PMDB) e Gilmar Fabris (PSD). Porém, foi negado pela juíza Selma Arruda sob a alegação de que ambos os parlamentares são investigados pela suspeita de participação na fraude em inquérito que tramita no Tribunal de Justiça em função do foro privilegiado. As investigações da Operação Ventríloquo conduzidas pelo Gaeco indicam que houve desvio dos cofres da Assembleia Legislativa por meio de uma fraude que deveria ser destinada a quitação de uma dívida com o HSBC Seguros. Conforme a denúncia, a seguradora tinha um crédito de R$ 11 milhões com a Assembleia, referente a custeio de plano de saúde e previdência dos servidores. A ação de execução começou a tramitar ainda na década de 90. Mesmo com o resultado favorável na Justiça, a seguradora não conseguiu receber a quantia dos cofres públicos. Em razão disso, o advogado do HSBC, Joaquim Fábio Mielli Camargo, firmou um acordo para receber R$ 9,032 milhões, mas não repassou o montante ao banco. O valor seria pago em três parcelas de pouco mais de R$ 3 milhões.