O prefeito eleito de Brasnorte, Eudes Tarciso de Aguiar (PSD), o vice-prefeito, Nilson Kokojiski (PP), e o vereador eleito Gilberto Marcelo Bazzan (PSD) tiveram os registros de candidatura cassados pelo juiz da 56ª Zona Eleitoral, Vagner Dupim Dias, por compra de votos na eleição deste ano. Os três também foram declarados inelegíveis por oito anos e condenados ao pagamento de multa no valor de R$ 10,6 mil cada um. A suposta compra de voto teria sido praticada pelo irmão do prefeito eleito. Parte da ação foi presenciada pelo próprio magistrado, além da promotora eleitoral e de policial militar que os acompanhava em diligências pelos locais de votação no dia da eleição. Em sua defesa, os acusados argumentaram que míseros cem reais, oferecidos em troca dos votos, são insuficientes para influenciar o resultado do pleito, argumento derrubado pelo juiz eleitoral. Do contexto extraído da instrução probatória entendo que existem provas seguras que demonstram a conduta de captação ilegal de sufrágio, conclusão que perpassa, primeiramente, pela constatação de que a dinâmica dos fatos, presenciada em parte por este magistrado, não se encaixa dentro da cinematográfica teoria da conspiração forjada pelos representados, diz trecho da decisão.