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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 20h:27

Jonas tenta articular relator que não seja militante do PSDB

Para contrapor o desprestígio sofrido por Pagot no Senado, o senador Jonas Pinheiro (DEM) deu início ontem a uma estratégia que visa assegurar a escolha de novo relator para atuar no processo de indicação do ex-secretário de Estado para a direção do DNIT. Além da possível substituição de atual relator, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), as articulações visam garantir que o senador Jayme Campos (DEM) assuma o processo. Pagot figura como suplente do senador Jayme Campos, o que deverá ser levado em consideração no caso da indicação de Campos para a relatoria. A intenção de Jonas é tirar o domínio do PSDB sobre a nomeação de Pagot para o DNIT. Segundo Jonas, “qualquer relator de um partido que não seja o PSDB é bem-vindo”. As articulações de uma ala do PSDB no Senado que visam barrar a nomeação de Pagot têm encontrado respaldo na Comissão de Infra-estrutura. O presidente da Comissão e o relator do processo de indicação de Pagot, respectivamente senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e Sérgio Guerra (PSDB-PE), são tucanos de uma linha mais light. De acordo com Jonas, os dois senadores possuem uma boa aceitação sobre a indicação do ex-secretário para o DNIT. Contudo, “a pressão vinda da ala do PSDB contrária à indicação é mais forte”. “Nós conseguimos um bom entendimento com os senadores Marconi Perillo e com o Sérgio Guerra. O problema é que outro grupo do PSDB faz pressão na Comissão de Infra-estrutura e aí eles ficam numa situação delicada”, observou. Ontem Jonas deu início à ação que visa garantir a nomeação de outro relator para o processo. “Estamos tentando outro relator que pode ser o Jayme Campos. Na verdade ele seria ideal, mas acho que nessa situação um relator de qualquer outro partido é melhor do que um representante do PSDB”, enfatizou. Pinheiro criticou ainda a atitude do senador Mário Couto (PSDB-PA). Segundo ele, os questionamentos apresentados pelo senador não trouxeram nada de novo. “É a mesma coisa já apresentada pelo PSDB antes no início das tratativas. Não tem novidade alguma. É um assunto ultrapassado”, salientou. (SF)

Edição EDIÇÃO 16965




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