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Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 20h:27

LAND ROVER

Jefferson se coloca à disposição da AL

Secretário-adjunto da Secopa explicou que a aquisição do governo abrange equipamentos de segurança para a fronteira

RENATA NEVES
Da Reportagem
O secretário-adjunto de Projetos Especiais da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), Jefferson de Castro, se colocou à disposição da Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos sobre a compra de dez Conjuntos Móveis Autônomos de Monitoramento (Comam) e de veículos do modelo Land Rover Defender feita sem licitação. Os equipamentos de segurança foram adquiridos por R$ 14 milhões pela extinta Agecopa e a autorização para compra foi publicada em Diário Oficial no início de julho. O secretário esteve pessoalmente na Assembleia após encerramento da sessão matutina de ontem e garantiu que irá comparecer em plenário para responder todos os questionamentos dos deputados assim que for convocado oficialmente. “Mais do que ninguém, a Secopa tem total interesse em esclarecer essa questão”, declarou. A denúncia envolvendo a aquisição dos equipamentos tem sido o principal foco das discussões dos parlamentares na última semana. Eles questionam principalmente o alto valor pago pelos equipamentos e a competência da extinta Agecopa, atual Secopa, para intermediar tal transação. Os deputados Walter Rabello (PSD) e Percival Muniz (PPS) fizeram duras críticas à Secopa e reivindicaram mais transparências às ações da secretaria, sob o comando do secretário extraordinário da Copa, Éder Moraes. Ontem, a Assembleia aprovou requerimentos apresentados por ambos através dos quais pedem explicações sobre a compra dos equipamentos. Jefferson de Castro garantiu que a forma como a compra foi realizada está em consonância com o Artigo 25, Inciso I da Lei de Licitações 8.666 e que os valores pagos são compatíveis com os de mercado. “Tecnologia para segurança e defesa é cara e quando se adquire a melhor tecnologia do mundo, paga-se o preço”, justificou. Rabello e Muniz afirmaram ainda que a responsabilidade para a aquisição de instrumentos para segurança das fronteiras é do Governo Federal. Jefferson de Castro explicou que a compra foi feita pela Secopa porque atende ao plano de ação firmado pela secretaria junto à Fifa. Diante das novas denúncias, as críticas referentes à falta de transparência em relação às ações da Secopa voltaram ao centro das discussões. Walter Rabello criticou a atitude de Eder Moraes, que omitiu as informações quando compareceu à Assembleia para prestar contas sobre os gastos da secretaria. “Ele explicou tudo e esqueceu um pequeno detalhe né? Um ‘detalhezinho’ de R$ R$ 14 milhões. Agora quero explicações no papel, afinal estamos fazendo uma Copa do Mundo ou estamos indo para a guerra?”, questionou. O presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), se posicionou favorável à aquisição dos equipamentos e veículos, diante da necessidade de garantir a segurança das fronteiras do Estado e evitar a entrada ilegal de armas e drogas. No entanto, ressaltou a importância de avaliar se os valores pagos são realmente compatíveis com os de mercado. Além disso, considerou desnecessária a participação da Secopa na questão. “A Secretaria de Segurança Pública poderia ter feito isso. Não vejo sentido da antiga Agecopa e atual Secopa adentrar em áreas como essa. Acho que a secretaria deveria ficar restrita a gerir questões ligadas aos jogos do Mundial”, declarou.

Edição EDIÇÃO 16964




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