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Terça-feira, 22 de Julho de 2014, 21h:25

Jayme Campos vinha liderando as pesquisas à única vaga disponível no Senado para Mato Grosso

A decisão sobre quem substituirá o senador Jayme Campos (DEM) na chapa que tem o senador Pedro Taques (PDT) como candidato ao governo deve ter tomada hoje (23). O pedetista cancelou os compromissos de sua agenda no período da tarde para resolver a questão. O bloco de oposição, no entanto, ainda tenta fazer o democrata mudar de ideia. O receio é de que sua desistência possa desgastar a imagem de Taques no pleito. “Ainda está muito recente. Vamos fazer uma avaliação mais tranquila para tentar entender o que, de fato, houve. O Taques desmarcou os compromissos que tinha no período da tarde para ficar em Cuiabá e debater esta questão com todo o grupo”, afirma o coordenador-geral da campanha, ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti (PSB). Apesar da esperança do grupo em ainda manter a candidatura de Jayme, vários nomes já estão sendo cotados para assumir o lugar do democrata na disputa. Os principais são o da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), que concorre à vaga de segunda suplente de senador pela coligação, e do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que registrou candidatura para tentar a reeleição. Enquanto a socialista se colocou à disposição do grupo para encabeçar a disputa ao Senado, o tucano mostrou resistência em assumir o desafio. “Para mim, esta decisão não muda nada. A única questão é que ao invés de pedir voto para o Jayme, vou pedir para mim. Caso seja escolhida, acredito que estou pronta para assumir. Já tem algum tempo que venho trabalhando a candidatura no interior do Estado e vou continuar atuando como venho fazendo”, disse Luciane. Leitão, por sua vez, teme sofrer eventuais retaliações de seus aliados. “Se fizeram isso com o Jayme, imagina o que podem fazer comigo”, disse durante uma reunião. O deputado também estaria preocupado com a campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB), uma vez que é ele, enquanto presidente do partido, quem responde pela coordenação da empreitada em Mato Grosso. Apesar disso, Leitão ainda não descarta a possibilidade. Ele chegou a conversar com algumas lideranças de seu partido no início da tarde de ontem (22) para debater a proposta. Além de Luciane e Leitão, são ventilados no grupo os nomes do empresário Roland Trentin (DEM), do ex-prefeito Marino Franz (PSDB), do ex-diretor do Dnit Luiz Antônio Pagot (PTB), do vice-prefeito Rogério Salles (PSDB) e do próprio Adilton Sachetti (PSB). (KA)

Edição EDIÇÃO 16968




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