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Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 22h:28

Há disparidade entre sedes do TJ e comarcas

Um dos assuntos abordados nas visitas aos presidentes dos Tribunais de Justiça brasileiros, segundo o conselheiro Jefferson Luís Kravchychyn, é o volume de recursos utilizado em obras físicas destinadas aos desembargadores. Questionado sobre as condições do prédio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Jefferson afirmou que “o local não combina com o que existe no interior do Estado”. “Se constrói um monstro que vai gerar despesas altíssimas. Mas, será que o magistrado que trabalha lá na fronteira com o Paraguai possui as mesmas condições de trabalho?”, criticou. O Estado de Mato Grosso só faz fronteira com a Bolívia. Conforme levantamento do CNJ apontado pelo conselheiro, os Tribunais consomem mais de 50% das verbas em obras e manutenção dos locais. “Enquanto o 2º grau se instala em prédios luxuosos com carros do ano nas garagens, muitos juízes de primeiro grau trabalham em ambientes precários”, comparou. Conforme relatou, 550 comarcas no interior do Brasil funcionam sem acesso à internet e, conseqüentemente, aos sistemas informatizados do Judiciário. “A maior preocupação que devemos ter são com os juízes que vivem isolados. Alguns trabalham até sem ar condicionado. Precisamos estabelecer um padrão mínimo de trabalho”, criticou, dessa vez, generalizando o assunto. Para Kravchychyn, ainda levará certo tempo até que o CNJ termine as visitas, semelhantes a auditorias, e implante metas de planejamento e gestão que colaborem para a mudança de conceito dos presidentes dos Tribunais. “O maior problema do brasileiro é a falta de gestão, não a corrupção”, finalizou. (JC)

Edição EDIÇÃO 16968




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