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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012, 20h:21

Governo não para investimentos

Embora tenha anunciado que o governo vai liberar neste início de ano apenas os recursos necessários ao custeio das atividades do “dia a dia”, o governador Silval Barbosa (PMDB) garantiu que os investimentos previstos no ano passado para o Estado não devem parar. Para isso, o peemedebista conta com a verba proveniente dos fundos estaduais e de financiamentos com o governo federal. Uma das pastas que deve ser beneficiada é a Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana. Além de poder contar com o montante arrecadado para o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), o governo buscará financiamentos para dar andamento a projetos como o asfaltamento de 44 rodovias que interligam municípios que ainda não possuem nenhuma estrada pavimentada. O Fethab também deve garantir que o programa de habitação, administrado pela Secretaria de Estado de Cidades, mantenha o ritmo. Para este ano estão previstos convênios para a construção de aproximadamente 23 mil casas populares. O recurso, em sua maior parte é do governo federal, mas também conta com contrapartida do Estado. Outros fundos com os quais o governador pretende contar são os da Segurança Pública e Erradicação da Pobreza, aprovados pela Assembleia Legislativa no final do ano passado. O primeiro deve possibilitar, por exemplo, a contratação de pessoal à Secretaria de Estado de Segurança Pública, que, segundo Silval, será a única autorizada a fazer contratações. O governador ainda garantiu que a execução das obras da Copa do Mundo de 2014 não sofrerá nenhum impacto financeiro. Acontece que boa parte dos projetos é fruto de financiamento com o governo federal, entre eles o do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Silval argumentou que o corte de gastos foi uma alternativa encontrada para não aumentar a tributação do Estado. Segundo ele, o superávit conquistado com as medidas será destinado ao pagamento da dívida com a União e ao déficit orçamentário, que gira em torno de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão. Só após superados estes problemas o Estado passará a investir recursos próprios novamente. (LN)

Edição EDIÇÃO 16964




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