O Gaeco estuda a necessidade de solicitar novos mandados de busca e apreensão. Além disso, não descarta a possibilidade de pedidos de prisão contra os envolvidos no suposto esquema de grilagem de terras, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos que culminou na operação Aprendiz. Coordenador da ação, o promotor de justiça Marcos Regenold afirma que isso será decidido durante ou após a análise dos materiais que já foram coletados nesta quinta-feira (28), quando sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá. Depende das informações que forem obtidas com as provas coletadas, pondera. Presidente afastado da Câmara de Cuiabá, o vereador João Emanuel (PSD) é o principal alvo da operação. No entanto, o Ministério Público não descarta o envolvimento de servidores ligados a ele. Caso seja comprovada à prática do esquema, o parlamentar pode responder pelos crimes de peculato, falsificação de documentos públicos, formação de quadrilha, grilagem de terra, crime contra o patrimônio público, corrupção e fraude em licitação. Na esfera criminal isso pode resultar em uma pena de, no mínimo, 10 anos de reclusão. Já na esfera civil em multa e ressarcimento ao erário, explica o promotor de Justiça Sérgio Cordeiro. NOVOS DESDOBRAMENTOS O vereador Júlio Pinheiro (PTB) é um dos que defendem mais investigações. Ele volta a afirmar que não celebrou nenhum contrato com a Gráfica Propel, alvo da investigação. O que fizemos foi pedido de adesão à Assembleia [Legislativa] para comparar preços com outras gráficas. Se tem alguma coisa relacionada à minha gestão, aí tem mais uma falsificação de documentos, porque sequer a AL respondeu. Não comprei um centavo dessa empresa. Estou absolutamente tranquilo e decepcionado. O novo às vezes traz surpresas desagradáveis, enfatizou o petebista. O contrato em questão foi firmado com a gráfica ao custo de R$ 1,6 milhão para fornecimento de materiais publicitários. João Emanuel afirma que o processo licitatório foi realizado na gestão passada, sob o comando de Pinheiro. (KA)