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Primeira Página
Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010, 21h:16

DISCUSSÃO INTERNA

Executiva do PR avalia o resultado do pleito em MT

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O PR vai continuar com a presidenciável Dilma Rousseff (PR) neste segundo turno em Mato Grosso. Apesar de o partido fazer parte da base de sustentação do atual governo, os dirigentes nacionais se reuniram para definir essa nova etapa da eleição. A direção estadual não queria outra coisa. Em reunião realizada ontem com a Executiva estadual e os candidatos eleitos foi discutidas a participação do PR na campanha da petista em Mato Grosso. Conforme o presidente do partido, o deputado federal Wellington Fagundes, o PR vai ajudar o governador Silval Barbosa (PMDB), que é o coordenador geral da campanha de Dilma do Estado. Além disso, o ex-governador Blairo Maggi, eleito senador nesta eleição, tem amizade com a ex-ministra. O partido ainda tem um representante mato-grossense no governo federal: Luiz Antônio Pagot, que é presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). Durante o primeiro turno os republicanos firmaram apoio à presidenciável petista e foram, junto com o PT, os principais avaliadores de Silval. Mas as costuras políticas estavam “zeradas”, conforme o deputado. Participaram da reunião, além do presidente do partido, Blairo Maggi, o deputado federal Homero Pereira e os deputados estaduais João Malheiros, Mauro Savi, Wagner Ramos e Hermínio Barreto, entre outras lideranças. Os republicanos fizeram um balanço da campanha. Conforme Wellington, o PR saiu desta eleição como o maior partido do Estado: elegeu um senador, dois deputados federais e seis estaduais. Os dois primeiros suplentes da Assembleia também são do partido. O deputado João Malheiros ficou encarregado de organizar um rodízio entre os deputados do partido para que os suplentes também sejam beneficiados. Pelo tamanho do partido, o presidente avalia que o PR tem força para ocupar a presidência ou a primeira-secretaria na Assembleia, já que elegeu seis deputados. Como ajudou a ganhar, o PR também espera ajudar a governar. Wellington ficou encarregado de conversar com o governador sobre nomeação de secretariado. “Temos certeza que o governador vai analisar bem o quadro, já que o PR foi muito importante nessa eleição, abrindo mão, inclusive de candidatura própria para apoiá-lo”, disse o deputado. As definições, porém, só devem acontecer depois do segundo turno presidencial. De olho nas eleições municipais de 2012, o partido também já começa a se articular também para as eleições municipais de 2012. Conforme o secretário-geral do partido, Emanuel Pinheiro, depois da eleição, será realizado renovação dos diretórios municipais e movimento de filiação partidária. “Queremos ter candidatos no maior número de cidades possíveis, o PR tem nomes para isso, inclusive Cuiabá”, disse.

Edição EDIÇÃO 16960




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