Ex-secretário quase fez acordo de delação premiada com o MPE
O ex-secretário-geral da Assembleia Legislativa Edemar Adms estava prestes a fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) quando faleceu em outubro de 2010. A revelação partiu do promotor de justiça Marco Aurélio de Castro. O servidor teria falecido em decorrência de um ataque cardíaco fulminante. O fato, entretanto, intriga o órgão. Isto porque, ele estava em fase de negociação para assinar o termo de delação. Além disso, fazia pouco tempo que o mesmo tinha descoberto que estava sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). A morte do senhor Edemar Adams não cabe, neste momento, questionar. Mas o fato é: esta pessoa, depois que descobre que o Gaeco estava investigando e começa a entabular uma conversa com o Ministério Público, na possibilidade até de uma delação premiada, vem a falecer. Então, é uma pena porque se não fizesse a delação premiada com o MP, deveria estar sentado no banco dos réus, mas está falecido, está extinta a punibilidade criminal, insinua o promotor. Conforme a investigação, Ademar era responsável por fazer todas as transações financeiras ilegais do ex-deputado estadual José-Riva. Tanto é que o MP chegou até o social-democrata nesta investigação a partir do próprio servidor. Depois da instrução por parte do MP, ou seja, com a coleta da prova testemunhal, fica muito claro afirmar que a versão ministerial tem embasamento em fartas provas processuais. A gente tem sempre que lembrar que não se trata de um crime de furto simples, se trata de um desvio de mais de R$ 60 milhões da Assembleia. Trata-se de dinheiro do povo, e nós então não podemos ser coniventes com esse tipo de situação, enfatiza. (K.A)