Primeira Página
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013, 20h:56
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CAB CUIABÁ
Estudo jurídico deve sair hoje
Após constatar a estagnação do serviço de abastecimento de água e rede de esgoto da capital neste primeiro ano de concessão, o prefeito Mauro Mendes (PSB) garante que irá se posicionar mais duramente com a CAB Ambiental. O socialista admite que o fato de os serviços não terem melhorado contribui para a péssima imagem da concessionária, e consequentemente, da prefeitura. Com certeza acontecem problemas. Quem disse que estar igual é bom? A Sanecap sempre teve um desempenho ruim. Mas agora, de 70% das pessoas consideram que o serviço não está sendo prestado de forma positiva e a Sanecap não tinha nenhum índice de avaliação tão positivo assim. Continuar igual significa que nada mudou, nada melhorou, além de alguns considerarem que piorou o serviço. Desta forma, Mendes afirma que irá cobrar um posicionamento da CAB quanto às metas estipuladas no plano de ação entregue ao Executivo Municipal no final do último ano. Vamos continuar apertando a empresa. Como poder concedente é nossa responsabilidade cuidar para que esse contrato, de alguma forma, aconteça dentro do interesse da população, afirma. Além disso, o chefe do executivo municipal garante que cobrará mais empenho da Agência Municipal de Água e Esgotamento Sanitário (Amaes). Isso é uma responsabilidade direta da Amaes, fazer essa fiscalização. Mas nós também iremos monitorar o dia-a-dia dessa atividade para defender o interesse da população como poder concedente. As declarações do socialista se devem a pesquisa de opinião encomendada por ele no início do mês passado, na qual constatou-se que 52,3% da população cuiabana não sofreram qualquer alteração desde a concessão dos serviços para a CAB Cuiabá. Além disso, mostrou que para 22,5% dos cuiabanos os serviços pioraram e 19,7% melhoraram. Outros 5,5% não souberam ou não quiseram responder. Com um ano de assinatura de contrato, completado no dia 17 passado, a concessionária solicitou à Amaes um reajuste de 15% na tarifa. O pedido causou polêmica e resultou na interferência dos vereadores no caso. Este fato, associado ao resultado da pesquisa qualitativa, fez com que Mendes determinasse que a Procuradoria Geral do Município (PGM) realizasse um estudo jurídico do contrato, levando em consideração a análise feita pelo Instituto Mark, bem como o pedido de reajuste por parte da CAB, para o que fazer em relação à concessionária. A previsão é de que os dados sejam apresentados na tarde de hoje (26). (KA)