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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011, 20h:11
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OBRA DA COPA
Estrutura do aeroporto de MT é criticada
Principal aeroporto de Mato Grosso recebeu críticas de deputados que integram o Fórum Legislativo das cidades-sedes do Mundial de futebol em 2014
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Deputados federais que estiveram Mato Grosso ontem para o Fórum Legislativo das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 criticaram a estrutura do aeroporto Marechal Rondon. Para o deputado Romário Faria (PSB-RJ), o local é precário e não tem condições de receber um evento esportivo como a Copa. O aeroporto também chamou a atenção negativamente do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara Federal. Achei problemática a estrutura do aeroporto, me preocupou muito, disse o deputado. Cuiabá foi a nona cidade-sede da Copa a ser visitada pelo Fórum, que debate os desafios e metas para a realização do evento esportivo. O evento aconteceu na Assembleia Legislativa e contou com a presença de diversas autoridades do Estado, além de parlamentares de outros Estados que fazem parte do Fórum. Embora todos concordem que a Copa deixará legado para as cidades e para o Brasil, é um consenso entre as autoridades de que há muitos entraves ainda para a concretização das ações. Ex-craque do futebol e hoje deputado, Romário apontou a falta de discussão de políticas públicas nas áreas sociais, de saúde e educação. Para ele, a Copa não pode significar apenas infraestrutura. Em todas as cidades-sedes em que fui, fiz um levantamento e vi que num raio de 5 km em torno da arena ou o aeroporto tem um hospital em condições precárias, essas coisas precisam ser revistas. O Brasil pertence ao brasileiro da classe C, D e E que sonha com dias melhores e a Copa é a oportunidade para isso, defendeu o deputado. Romário também cobrou da Agecopa empenho para que a acessibilidade aos portadores de deficiência seja garantida em toda e qualquer nova obra que for realizada no Estado, garantindo a inclusão da minoria. Estão gastando bilhões em obras, porque não tirar um pouco para ações na educação, na saúde, cobrou Romário. No final do evento houve manifestação de líderes comunitários e grevistas da Polícia Civil, que ao perceberem que não teriam espaço para falar, interromperam aos gritos a fala do presidente da Agecopa, Eder Moraes, reivindicando direito de fala. O presidente do Fórum, deputado Jonas Donizette explicou que o formato do evento realmente não abria especo para o debate com o público por causa da agenda curta, de apenas um dia em cada cidade, mas acabou abrindo para a fala. Em suma, os líderes comunitários reclamaram da falta de atendimento na periferia enquanto investimentos milionários são feitos para a Copa. Eder Moraes respondeu aos questionamentos explicando que na matriz de responsabilidade para a Copa está previsto ampliação da rede médico-hospitalar e investimento em segurança e que a questão da acessibilidade está assegurada, mas deu o recado que a Agecopa não será a salvadora da pátria resolvendo todos os problemas do Estado. Temos que separar o que é nossa atribuição e o que não é. Às vezes colocam a Agecopa como a esperança de resolver tudo, problemas que são dos municípios e até mesmo do Estado. Nós temos uma matriz de responsabilidade a seguir e estamos trabalhando em cima dela, disse Eder Moraes.