Primeira Página
Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011, 20h:38
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MODAL DE TRANSPORTE
Estado vive clima de indefinição
HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O Ministério das Cidades confirmou que no início da próxima semana vai anunciar se vai colocar o projeto de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na matriz de responsabilidade de Cuiabá, como quer o governador Silval Barbosa (PMDB). Apesar de o anúncio ter sido prorrogado para a próxima semana, a decisão não deverá sair somente dos corredores do ministério. Segundo uma fonte em Brasília, os técnicos do Ministério das Cidades já teriam afirmado ao governador mato-grossense que a mudança do modal de transporte de Bus Rapid Transit (BRT) para VLT seria inviável em Cuiabá. Depois de ter ouvido a negativa do Ministério das Cidades, o governador Silval teria percorrido outros ministérios atrás de apoio político, acima do técnico. Primeiro ele conversou com o vice-presidente Michel Temer, também do PMDB, que marcou uma audiência para ele e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffman, onde o chefe do Executivo tentou a convencer de que o VLT seria viável em Cuiabá com apoio do governo Federal. Os motivos para a negativa do Ministério das Cidades seriam o alto custo do VLT, a incerteza se ele ficaria pronto até 2014, ano da Copa do Mundo em Cuiabá e a desnecessidade deste modal mais caro. Os técnicos entendem que o tamanho do projeto não seria compatível com a população de Cuiabá. Salvador e Cuiabá estão mudando os projetos. Nada temos contra o transporte VLT, mas duas perguntas precisam de respostas imediatamente: esses projetos podem ser entregues no prazo? Qual a maneira mais apropriada de fecharmos essa planilha de responsabilidade sobre a obra toda? Estamos refazendo essas perguntas nessa consolidação de dados, pedida pelo Planalto, comentou a diretora executiva, Luiza Gomide, ao jornal Folha de São Paulo. A assessoria de comunicação do Ministério das Cidades mais uma vez afirmou que caso seja confirmada a negativa do VLT pelo Governo Federal, Cuiabá não corre risco de perder o financiamento para construir o BRT, que já está garantido pela Caixa Econômica Federal. Apesar disso, o governador Silval passou a demonstrar o interesse de se construir o VLT mesmo sem o consentimento da União. Em entrevista recente, em Brasília, ele admitiu pela primeira vez a possibilidade de implantar o modal mesmo sem recursos do governo Federal. O secretário de Comunicação do Estado, Osmar Carvalho, preferiu dizer que oficialmente o peemedebista ainda não tomou nenhuma posição sobre o assunto. Para se consolidar a construção do VLT sem apoio da União, o chefe do Executivo esteve na Secretaria do Tesouro Nacional pedindo aumento na capacidade de endividamento do Estado, que atualmente é de R$ 2,5 bilhões. Além de Silval, estiveram esta semana em Brasília o presidente da Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa), Eder Moraes, secretário de Fazenda Edmilson Santos e o secretário extraordinário de Acompanhamento à Logística Intermodal de Transporte, vereador licenciado Francisco Vuolo.