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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013, 20h:42

Encerramento abre portas para outras comissões

O encerramento da CPI do MT Saúde abre as portas para que outras comissões sejam instaladas na Assembleia Legislativa. São três as de maior repercussão - Fethab, incentivos fiscais e o caso dos remédios vencidos da rede pública de saúde - que podem causar incômodo intenso ao governo de Silval Barbosa (PMDB) no período crítico de conclusão de mandato e às vésperas das eleições estaduais de 2014. Como somente três propostas podem caminhar simultaneamente na AL, a briga para efetivação de uma comissão é intensa. Na última semana, para “tampar” o vazio deixado pelo caso do MT Saúde, foi instaurada a CPI da telefonia móvel. Esta implantação deu uma folga para o governo, já que ficou fechada momentaneamente a possibilidade de que um dos “casos-problema” seguisse adiante. O governo escapou também por pouco da CPI que apuraria as responsabilidades do vencimento de remédios, que até chegou a ser aprovada, mas já naufragou após o deputado aliado do governo, Airton Português (PSD), retirar sua assinatura que compunha a lista de outras cinco necessárias para a instauração. Agora o processo desse caso específico deverá ser reiniciado. No rol de investigações articuladas pela oposição governista, talvez a do Fethab seja a que mais pode causar transtornos ao Estado. Isso porque a proposta do deputado Márcio Pandolfi (PDT) é de que seja averiguado de que forma Silval Barbosa está aplicando os recursos do fundo, que originalmente deveriam ser recrutados para investimento em estradas e no interior. Em outro plano, o deputado Ademir Brunetto (PT) tenta ainda articular um movimento em desfavor do secretário de Indústria Comércio Minas e Energia (Sicme), Alan Zanata, pela forma de concessão dos incentivos fiscais em Mato Grosso. Aqui, no entanto, se a proposta ainda não ganhou muito apoio dos demais parlamentares, já causou bastante repercussão, resultando até mesmo em uma discussão acalorada entre os envolvidos. (PV)

Edição EDIÇÃO 16959




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