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Primeira Página
Segunda-feira, 07 de Maio de 2007, 19h:55

ESPAÇO DO GOVERNO

Em posse, Silval garante PMDB no staff

Na solenidade de transmissão de cargo, no Palácio Paiaguás, governador em exercício lembrou que partido vai ocupar espaço na gestão

THAÍS RAELI
Da Reportagem
O governador em exercício Silval Barbosa, do PMDB, empossou ontem pela manhã o deputado petista licenciado Ságuas Moraes na Secretaria de Estado de Educação em substituição a Luiz Antonio Pagot, que vai assumir a direção do DNIT. A solenidade longa foi prestigiada principalmente pelas mais diferentes facção do PT no Estado. A posse sela a aliança do PT com o PR do governador Blairo Maggi, que está em missão oficial do governo nos Estados Unidos. Silval afirmou que está união não prejudica o PMDB, tendo em vista que Maggi garante que a partido estará atuante nas ações do executivo. “O PMDB é governo [em exercício da função] e tem a garantia de Blairo Maggi de que estará inserido nele. Esse assunto ainda será discutido e definido o espaço, ainda não há indicações de nomes dentro do partido”, afirmou Silval. E ponderou que o segundo mandato é uma fase mais madura, já que não se trata mais de um iniciante. A ocasião também marcou a despedida de Luiz Antônio Pagot do staff estadual para um desafio maior: dirigir o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit). “É uma satisfação, já que Pagot está indo para uma missão grandiosa, apesar de espinhosa. Tenho convicção do seu sucesso, pela competência demonstrada em todos os cargos já ocupados. O DNIT é mais importante que muitos ministérios em Brasília e ele terá que unir toda essa experiência e força adquirida”, destacou o governador. Sobre Ságuas na Educação, ele disse que a decisão foi muito discutida internamente, antes de ser apresentada à Executiva do Partido dos Trabalhadores, e que não ficou nenhum mal-entendido por não ter sido ele a assumir a pasta. Silval explicou: “Blairo olhou o conjunto e avaliou o relacionamento com o governo Federal, avançando na discussão para o desenvolvimento de Mato Grosso. Apesar de terem sido adversários (PT e Maggi), no segundo turno ficou estabelecido um elo”. Pagot passou o cargo a Ságuas falando de superação, já que a melhoria da educação está entre as principais metas para os próximos quatro anos. “Tem que se trabalhar de maneira obstinada e não se esquecer de que é secretário do Estado e não só do ensino fundamental e médio. Nosso foco é o professor e a sala de aula. O governo se envergonha dos baixos índices do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)”. O novo secretário disse que a Seduc trabalhará em harmonia com o Ministério da Educação, já que é conduzido por um petista, Fernando Haddad. Ele reiterou realização de uma varredura completa nos 10 mil contratos temporários mantidos atualmente. A auditoria será uma das estratégias para cortar gastos e ampliar o poder de investimentos da Pasta, hoje estimado em 8% do orçamento, para a meta de 10% ao ano. Além disso, Ságuas Moraes falou em sua posse de recuperação do piso salarial dos profissionais da educação, realização de concurso público em 2008 e, imediatamente, a contratação de 2 mil servidores. Desde a primeira gestão de Maggi, esta já é a quarta mudança na Pasta da Educação. Antes de Pagot, a Seduc foi ocupada por Gabriel Novis Neves (entre janeiro de 2003 e 19 de março do mesmo ano) e em seguida por Ana Carla Muniz (entre março de 2003 e dezembro de 2006).

Edição EDIÇÃO 16964




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