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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

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Sábado, 14 de Junho de 2008, 13h:31

CUSTO DO VOTO

Eleição trará economia de R$ 900 mil

Projeção feita pelo TRE aponta que a adoção de novos métodos de trabalho, capacitação e até mesmo a inflação determinam despesa menor

SONIA FIORI
Da Reportagem
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se prepara para realizar no Estado eleições municipais que deverão inovar pela economia e modernidade. Levantamento realizado pela secretaria de Administração do órgão revela que o pleito desse ano será projetado com redução de gastos de R$ 913.000,00, perfazendo o total de despesas de R$ 7.329.502,00. Nas eleições de 2006 o TRE contabilizou custos da ordem de R$ 8.242.615,47. A diferença corresponde a 11%. A economia está ligada diretamente aos resultados oriundos de alterações de gestão da estrutura e ainda de avanços obtidos por meio da contratação de pessoal. A recomposição dos gastos aponta que o custo por eleitor atualizado com base nos índices do IPCA (indicador da inflação), atingirá a média de R$ 3,68 por votante. Nas eleições de 2006, cada eleitor custou à Justiça Eleitoral o valor de R$ 4,44. Os gastos com pessoal somarão, segundo o levantamento, o montante de R$ 1.715.502,00. O custeio, conforme aponta o balanço, equivale a R$ 5.613.000,00. Para o presidente do tribunal, desembargador Leônidas Duarte Monteiro, as eleições municipais serão marcadas pela evolução dos trabalhos e pela melhoria da consciência eleitoral. “Teremos uma economia muito importante no pleito municipal porque houve avanços consideráveis na organização das eleições. Acredito também que o eleitor está mais consciente da importância de seu voto. Os trabalhos de uma forma geral estão mostrando que caminhamos para um patamar melhor em relação ao processo eleitoral”, ponderou. Diferente das eleições anteriores, neste ano o Tribunal Regional Eleitoral não receberá recursos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no quesito “investimentos”. A verba era aplicada, por exemplo, para a compra de bens como computadores. Entretanto, mudança na forma de gerir o cronograma de trabalho implementado no TRE permitiu a realização de investimentos, ou seja, a compra de bens móveis utilizando recursos do próprio orçamento do órgão. A nova tática de gestão permitiu a dispensa da necessidade de adquirir computadores apenas em período eleitoral. “Antes o TRE comprava computadores na época das eleições. Era uma verba gasta a mais no período. Agora compramos os produtos com orçamento normal do órgão e esses computadores serão emprestados para uso no pleito. Essa metodologia colabora para a contenção de gastos por isso o TSE não repassa nesse ano recursos para investimentos. Só haverá investimento do próprio TSE com a compra de urnas eletrônicas, que se responsabiliza com essa aquisição”, explica o secretário de Administração do Tribunal, Nilson Fernando Bezerra. Outro destaque para a economia do TRE está diretamente relacionado ao aumento do quadro efetivo de servidores. A abertura de concursos públicos ao longo dos anos permite hoje saldo positivo em relação ao número de funcionários que serão inseridos nos trabalhos das eleições. “Hoje temos servidor do quadro efetivo nos cartórios. No passado era preciso requisitar servidores de outros locais, como prefeituras, e era necessário pagar por horas-extras de trabalho realizado por servidores junto ao pleito”, ponderou. Nilson acrescentou outro ganho com as alterações podem ser observados na melhoria da qualidade dos serviços prestados por meio da preparação e capacitação dos servidores do quadro do órgão.

Edição EDIÇÃO 16960




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