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Segunda-feira, 08 de Outubro de 2012, 02h:10

CUIABÁ

É a 3ª vez que escolha é em 2 turnos

Prática é nova para a capital de Mato Grosso nos seus quase 300 anos. Anteriormente, somente Wilson Santos precisou de um segundo turno

A prática do cuiabano de definir seu prefeito em dois turnos é relativamente nova – tem apenas oito anos. E esta é apenas a terceira vez que isso ocorre. Entre a introdução dos dois turnos nas eleições brasileiras e a sua aplicação pela primeira vez em Cuiabá, decorreu-se um período de 16 anos. A definição em duas votações em cidades com mais de 200 mil eleitores se deu pela Constituição de 1988. A primeira definição em duas votações em Cuiabá ocorreria somente em 2004. Em 1988, nem se quisesse Cuiabá poderia realizar dois turnos. É que a cidade tinha, então, pouco mais de 100 mil eleitores, portanto não cumpria o requisito constitucional. A eleição, então, foi definida em uma votação apenas – no mês de novembro, diferente do que ocorre hoje. Apesar do favoritismo de Roberto França (PTB) durante toda a campanha, quando as urnas foram abertas, a vitória ficou com a zebra Frederico Campos (PFL), eleito com 44.747 votos, ou 38,6% do total. Atrás dele veio Roberto França, com 34.309 (29,59%). O peemedebista Coronel Meireles (30.882) e a petista Serys Slhessarenko (5.984%) ficaram em terceiro e quarto colocados, respectivamente. Quatro anos depois, novamente a eleição cuiabana foi definida em apenas uma votação, com uma vitória arrasadora do então candidato Dante de Oliveira (PDT), que teve 68,21% dos votos, na época a maior votação proporcional de um candidato entre as capitais brasileiras. Em números, Dante recebeu 96.495 votos. Muita gente talvez não saiba, mas o “adversário” de Dante naquela eleição foi Murilo Domingos (PTB), que hoje vive a condição de prefeito cassado de Várzea Grande. Na época, ele teve 21,94% dos votos, à frente do petista Gilney Vianna, com 6,28%. No pleito de 1996, mais uma vez, a corrida foi disputada em um turno, com ampla vantagem para o vencedor. Grande comunicador, Roberto França (PSDB) foi eleito com 56,36% dos votos, deixando para trás Joaquim Sucena (PTB), com 19,32%, e Bia Spinelli (PPB), com 19,16%. Em 2000, já com o advento de outra novidade – a possibilidade de reeleição -, Roberto França foi o primeiro a tentar renovar seu mandato. E conseguiu, com votação parecida com a da eleição anterior. Disputando com Emanuel Pinheiro (PFL), Wilson Santos (PMDB) e Serys Slhessarenko (PT), França atingiu 55,7% dos votos e se elegeu ainda no primeiro turno. A partir de 2004, o eleitor passou a optar por escolher o seu prefeito em duas votações. No primeiro turno, Wilson Santos (PSDB) teve 33,5%, seguido do petista Alexandre César (33,5%). Na época, o candidato Sérgio Ricardo (PPS), apoiado pelo governador Blairo Maggi (PPS), não conseguiu se qualificar para a votação seguinte – teve 24,95% dos votos. Na disputa final, Wilson foi eleito com 52,82%, contra 47,18% de Alexandre. Wilson Santos, aliás, é o único prefeito de Cuiabá que precisou de dois turnos para se eleger nas duas vezes em que comandou a cidade. Em 2008, também PSDB, ele terminou o primeiro turno com 47,92%. Mauro Mendes (PR) teve 26,59% e Walter Rabello (PP), 16,94%. No segundo turno, vitória fácil de Wilson – 60,47%, contra 39,53% de Mauro.

Edição EDIÇÃO 16960




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