Cinco candidatos a deputado estadual tiveram os registros indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) por terem sido enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Quatro deles são filiados ao PSD e um ao PT. Dois estão no mandato e tentam a reeleição. Os deputados José Domingos Fraga (PSD) e Airton Português (PSD) tiveram as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União no período em que eram prefeitos das cidades de Sorriso e Araputanga, respectivamente. Os pedidos de impugnação foram feitos pelo Ministério Público Eleitoral. Nos dois casos, o juiz-membro Pedro Francisco da Silva votou pelo indeferimento das candidaturas. As decisões dadas pelo TCU seriam irrecorríveis. Os dois parlamentares informaram que irão recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Zé Domingos disse, por meio de nota enviada pela assessoria, que tudo não passa de um grande equívoco. No caso de Português, o TCU já recebeu recurso de admissibilidade reabrindo o procedimento. Por isso, ele buscará no Tribunal Superior Eleitoral de disputar a eleição. Além dos dois, José Antunes de França, também do PSD, teve o registro indeferido por causa das contas da Câmara Municipal de Castanheira reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. O relator Pedro Francisco da Silva acatou pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral. O ex-prefeito de Acorizal, Meraldo Sá (PSD), que também presidiu a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), foi outro cuja candidatura está indeferida. Ele foi condenado em ação criminal no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Valdir Barranco (PT), teve o registro indeferido porque contas da Prefeitura de Nova Bandeirantes foram rejeitas na época em que era prefeito. A relatora foi a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, que acatou os pedidos de impugnação do Ministério Público Eleitoral e da Coligação Atitude e Coragem para Mudar, encabeçada por Pedro Taques (PDT).