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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 23h:14

Dívida do pronto-socorro chega a R$ 19 milhões

FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
O pronto-socorro de Várzea Grande tem uma dívida de quase R$ 19 milhões e não tem recursos em caixa para quitá-la. A informação foi apresentada pelos vereadores pouco antes da sessão desta segunda-feira. Os parlamentares afirmaram que a Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag), mantenedora da unidade, necessita de forma urgente de recursos da Secretaria Municipal de Saúde, pasta que passa atualmente por investigação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Acumulada desde 2005, a dívida do pronto-socorro tem como origem principalmente recursos que seriam do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) patronal, que está em R$ 10,7 milhões (dos anos de 2005 a 2010). A unidade também está no vermelho com fornecedores que não receberam nos anos de 2009, 2010 e fevereiro deste ano. A dívida chegaria a R$ 3,5 milhões. Ainda na casa dos R$ 3 milhões estão os encargos que o PS não repassou, como ao INSS, o do Imposto Sobre Serviço (ISS), e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), entre outros. Até a Centrais Elétricas de Mato-grossenses (Cemat) entrou na lista. O pronto-socorro deve mais de R$ 1,7 milhão em energia dos anos de 2008 a 2011. Os vereadores Fábio Saad (PTC) e Hilton Gusmão (PV) se reuniram na tarde de ontem com a direção da Fusvag para conhecerem detalhes da situação da unidade. A intenção era levar um dos diretores do PS para prestar esclarecimentos aos demais parlamentares na sessão. Segundo eles, o pronto-socorro conta atualmente com 900 funcionários. No início de março, logo após assumir a prefeitura de Várzea Grande, João Madureira (PSC) afirmou que havia 300 médicos-fantasmas na Fusvag. Enquanto havia 500 médicos registrados na folha de pagamento, só trabalhavam cerca de 200. Os vereadores lembraram que não é a dívida acumulada do PS que preocupa. Eles destacaram que o pronto-socorro não tem condições financeiras para se manter apenas com o que “entra em caixa”. Enquanto a arrecadação é de pouco mais de R$ 1,9 milhão ao mês, os custos ultrapassam R$ 2,6 milhões, ou seja, dívida de cerca de R$ 700 mil mensalmente. Estes R$ 700 mil são o que a unidade arrecada com Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e Fração Assistencial Especializada (FAE), juntos. Os outros R$ 1,2 milhão são de repasse fundo-a-fundo. Já os custos de manutenção são oriundos, por exemplo, da folha de pagamento e de recibos de pagamentos autônomos (RPA), que chegam a R$ 1,7 milhão. O custeio para o funcionamento fica encarregado dos outros R$ 900 mil. Nesse custo não estão inclusos outros R$ 800 mil, que seriam R$ 300 mil de reforma física e R$ 500 mil para a aquisição de novos equipamentos.

Edição EDIÇÃO 16965




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