Depois de fazer denúncias contra alguns vereadores, o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), retrocede e diz agora que ainda vai analisar junto à assessoria jurídica da Casa se vai encaminhar ao Ministério Público as supostas imagens de compra de voto na eleição da mesa diretora. Mesmo tendo afirmado em plenário que recebeu um vídeo comprometedor, no qual vereadores recebem dinheiro para votar em Júlio Pinheiro (PTB), Deucimar não apresentou a suposta gravação e agora diz que vai analisar se vai encaminhar a denúncia ou não. Por enquanto, o presidente só levanta suspeitas, mas não apresenta nenhuma prova à sociedade de que vereadores foram corrompidos pelo dinheiro. Questionado sobre a situação, Deucimar desconversa e não cita o teor das supostas irregularidades que recebeu em seu gabinete. Ele disse que estuda a possibilidade de abrir um CPI para investigar a Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), a qual o vereador Edivá Alves (PSDB) comandava até dois dias atrás. Ele deixou a Secretaria e voltou para a Câmara para ajudar o grupo de Pinheiro a vencer a eleição. Deucimar sugere que o dinheiro para a suposta compra de votos teria saído da MTU. Vereadores aliados de Pinheiro dizem que tudo não passa de blefe do presidente, num ato de desespero diante da iminente perda de Adevair, que articula sua candidatura há pelo menos dois meses. Na última hora, porém, a chapa formada pelos vereadores do PSDB e PTB também lançaram candidatura e chegaram no dia da eleição com 11 votos. Se a eleição tivesse acontecido na quarta-feira, Adevair teria oito votos. Antônio Fernandes (PSDB) promete entrar com uma ação na Justiça contra Deucimar para que ele seja afastado da presidência da Câmara por ignorar o regimento interno da Câmara. Depois de toda confusão entre os vereadores, a sessão ordinária de ontem de manhã foi suspensa por falta de quórum. O vereador Antônio Fernandes abriu e encerrou a sessão. Só estavam presentes no horário de início, às 8h, além de Fernandes, Néviton Fagundes (PRTB), Adevair Cabral e Francisco Amorim, o Chico 2000 (PR). (ARF)