A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso ouve a amanhã o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado. O depoimento de Arlan de Azevedo promete esquentar a discussão sobre a situação da saúde na capital. Assim como primeiro depoimento prestado à Comissão, do presidente dos Sindicatos dos Médicos de Mato Grosso Sindmed, Luis Alvarenga, o relato do CRM tende a apontar falhas na gestão do prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB). Motivada pela greve dos médicos da rede pública de saúde de Cuiabá, que durou mais de 70 dias, a CPI foi criada para investigar a transferência de recursos do Estado para a Capital. Como a Comissão tem prazo regimental de 180 dias para finalizar os trabalhos, o relatório final deve ser apresentado em maio do ano que vem, período em que as discussões para eleições de 2010 que acontecem em novembro estarão fervendo. Dependendo do teor desse documento, a CPI pode trazer prejuízos à imagem do prefeito tucano, que, em princípio, é um possível candidato ao governo do Estado. A Comissão é formada pelos deputados Sérgio Ricardo (PR), Wallace Guimarães (PMDB), Chica Nunes (DEM), Percival Muniz (PPS) e Antônio Azambuja (PP), como presidente, vice, relator e membros titulares, respectivamente. Na reunião de amanhã os parlamentares esperam documentos importantes para o prosseguimento das investigações.