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Sexta-feira, 12 de Março de 2010, 21h:55

Denúncias são recorrentes

“Sempre ouvi comentários sobre venda de sentenças. Foi então que detectamos que havia um esquema na distribuição de processos envolvendo funcionários do setor de Informática e do Departamento Judiciário Auxiliar", afirmou Paulo Lessa ao relembrar que a sua decisão nada tem haver com as investigações do Superior Tribunal de Justiça de investigar suposta venda de sentença e fraudes na distribuição de processos no Tribunal de Justiça. O esquema, segundo Paulo Lessa, envolvia servidores, advogados e, indiretamente, magistrados, que recebiam propina que giravam em torno de R$ 10 a R$ 30 mil. Segundo ele, o então corregedor-geral, desembargador Orlando Perri, resolveu comunicar a Polícia Federal e a Delegacia Fazendária sobre o caso. Questionado sobre a suposta participação de seus filhos no esquema de venda de sentenças, Paulo Lessa argumentou que, embora sejam advogados, seus filhos não possuem relação profissional com ele. “Meus filhos possuem independência e não trabalham comigo. Envolver a família é a forma pela qual algumas pessoas tentam me atingir”, finalizou. (JC)

Edição EDIÇÃO 16960




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