Primeira Página
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008, 20h:20
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ÃNIMOS ACIRRADOS
Democrata pede tropa do Exército em VG
Candidato do DEM informou que encaminha ainda hoje ao Tribunal Regional Eleitoral pedido de reforço de segurança para o município
RAFAEL COSTA
Da Reportagem
O candidato a prefeito de Várzea Grande Júlio Campos (DEM) informou ontem que a coligação Muito Mais Várzea Grande irá requerer junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a presença de tropas do Exército Brasileiro no município para acompanhar o processo eleitoral do dia 5 de outubro. Segundo ele, o pedido se baseia no clima de tensão e terrorismo que a cidade vive por conta da disputa pela prefeitura. Diante da truculência e violência do candidato que busca a reeleição e de seu partido contra os militantes do DEM, a presença se faz necessária, argumentou. O democrata acusa ainda que o prefeito Murilo Domingos (PR), candidato à reeleição, está usando recursos do poder público em sua campanha. Eu nunca vi a estrutura da Guarda Municipal agir a favor de um candidato, como acontece em Várzea Grande. Isto é abuso de poder, comentou. Questionado a respeito da campanha eleitoral de Várzea Grande, Júlio Campos mostrou confiança e ignorou as pesquisas que apontam seu nome em segundo lugar na preferência de votos. A campanha caminha bem. Tanto é, que estamos na frente e vamos ganhar. Não consigo enxergar outra situação, afirmou. Quanto ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sugerido pela promotora de Justiça Eleitoral da Comarca de Várzea Grande, Fânia Lima Oliveira Amorim, para evitar a onda de baixarias que tomou conta da propaganda eleitoral na televisão, o democrata se diz favorável, ao mesmo tempo em que ataca o adversário. Primeiro tem que ajustar a conduta do prefeito, que usa descaradamente a máquina pública para atingir a reeleição. Não vejo por que ser contra o termo, vou assinar, declarou. A previsão é de que hoje os três candidatos a prefeito de Várzea Grande, acompanhados de seus advogados, compareçam à Promotoria de Justiça da cidade, a partir das 9h, para assinatura do termo. Outro lado - A ambição desmedida da família Campos pelo poder gerou a situação da atual fase da campanha política. É a opinião do secretário de Comunicação Social de Várzea Grande, Jeverson Missias, diante das acusações feitas pelo candidato Júlio Campos. Na verdade, ele escutou alguém comentando a respeito do assunto (presença de tropas do Exército no dia 5 de outubro) e quer inverter a situação, o que é comum do lado dele. Esta é uma proposta nossa diante da fome de poder do adversário, alegou. Quanto aos ataques pessoais à figura de Murilo Domingos no horário eleitoral da televisão, Missias declara que já era algo esperado diante do desespero de Julio Campos, que está em queda nas pesquisas de intenção de voto. Pregamos desde o início que a campanha seria propositiva e sabíamos que quando o adversário chegasse ao segundo lugar partiria para tudo ou nada. Missias disse ainda que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pela Justiça Eleitoral, será assinado por Domingos. Vamos assinar porque foi um pedido nosso, diante do conhecimento de que a outra parte não estabelece parâmetros para uma disputa eleitoral, finalizou.