Responsável pela defesa dos desembargadores José Luiz de Carvalho e Donato Fortunato Ojeda, o advogado Anderson Nunes de Figueiredo classifica de obscuras as decisões da Justiça referentes à operação Asafe e crê em uma nova fase a partir do julgamento de abertura de ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Agora, a situação começa a clarear, afirma Figueiredo. Ele acredita que, se instaurado, o processo deverá ser desmembrado, permanecendo no STJ somente a investigação contra desembargadores que gozam de foro privilegiado, previsto na Constituição Federal. Os demais réus deverão ser processados pela Justiça estadual. Não há necessidade, se instaurado o processo, de manter toda a responsabilidade a cargo do STJ. Acredito que o desmembramento será uma consequência natural. Doze suspeitos de participação em esquema de venda de sentenças respondem a uma ação cível na Justiça Federal. O MPF pede a indisponibilidade dos bens, imóveis e veículos de Evandro Stábile e Eduardo Jacob. (RC)