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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

Primeira Página
Sexta-feira, 10 de Julho de 2015, 20h:51

OPERAÇÃO PROTOCOLO

Defaz realiza nova operação na Intermat

O objetivo é interromper um esquema de corrupção operado por funcionários da autarquia

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Dando continuidade à investigação que resultou na Operação Protocolo, a Delegacia Fazendária (Defaz) cumpriu cinco mandatos de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (10). Os alvos foram servidores e ex-servidores do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). O intuito é desbaratar um esquema de corrupção operado por funcionários da autarquia. A operação foi deflagrada no último dia 02. Na oportunidade, foram cumpridos diversos mandatos de busca e apreensão. Donizete Sena Rodrigues, servidor do Intermat há 27 anos, foi preso em flagrante pelos agentes da Polícia Civil. Ele foi encontrado com sete processos do órgão, quais estavam desaparecidos. Além disso, no interior de seu veículo do servidor foi encontrado uma mochila, qual continha diversos documentos oficiais do Intermat como etiquetas de protocolos de processos, anotações avulsas contendo números de protocolos e nome de interessados, processos inteiros para serem protocolados no órgão, documentos originais exclusivos no Órgão como carta de anuência, certidão de domínio e georeferenciamentos, dentre outros. Donizete é acusado de peculato, extravio de documentos públicos e advocacia administrativa. Ele era lotado no setor de Protocolo da autarquia, mas com denúncias anteriores foi transferido para o RH do Intermat, onde os processos foram encontrados debaixo da mesa dele. “Ficou confirmado ainda o envolvimento de Donizete com outros servidores do Intermat e interessados em processos que lá tramitavam como advogados, procuradores e proprietários de empresas de Georeferenciamento, licenciamento ambiental e topografia”, informou a delegada Alexandra Fachone. A delegada disse que as investigações prosseguem até desarticular todo o esquema de corrupção montado dentro do Intermat e identificar todos os envolvidos, para apresentar o resultado final da investigação. Após tomar conhecimento dos fatos, a presidente do Intermat, ex-deputada estadual Luciane Bezerra determinou a abertura de um processo administrativo contra o servidor. A operação levou o nome de "Protocolo", por se referir ao modo de como os servidores envolvidos em corrupção dentro do Intermat se comunicavam com os interessados nesses processos, os quais lhe enviavam os números dos protocolos de seus processos para que tivessem algum tipo de benefício em detrimento aos demais. Existem suspeitas de fraudes em processos de regularização fundiária, tanto em áreas urbanas como rurais. A fraude foi denunciada pelo ex-diretor de Regularização Fundiária Rural, José Roberto Bezerra.

Edição EDIÇÃO 16964




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