Primeira Página
Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012, 20h:16
A
A
VERBA INDENIZATÓRIA
De MT, Taques lidera gastos no Senado
Juntos, os três senadores por Mato Grosso gastaram mais de meio milhão de reais do recurso disponibilizado em 2011
RENATA NEVES
Da Reportagem
Os três senadores mato-grossenses gastaram entre os meses de fevereiro e dezembro de 2011 mais de R$ 500 mil da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), a chamada verba indenizatória. Novato na política, o senador Pedro Taques (PDT) foi o que mais usou os recursos, seguido por Jayme Campos (DEM) e pelo republicano Blairo Maggi. Em seu primeiro ano de mandato, Taques gastou R$ 197.147,90, sendo que a maior parte das despesas foi com manutenção de seu escritório político. Para este fim, o senador utilizou R$ 72 mil. Somente em dezembro, o parlamentar empregou R$ 13.590,17, sendo R$ 7.823 com aluguel e despesas para manutenção de seu escritório político, R$ 3.859,66 em passagens aéreas, R$ 992,65 na aquisição de material para escritório. E ainda R$ 914,86 para atender despesas de locomoção, hospedagem, alimentação e combustível. No ranking nacional, Taques ocupa a 42ª posição entre os senadores que mais gastaram em 2011. Na segunda metade de seu mandato, o senador Jayme Campos (DEM) gastou em 2011 R$ 168.912,54 da verba indenizatória, sendo grande parte empregada em divulgação de sua atividade parlamentar. Durante todo o ano, o democrata utilizou quase R$ 50 mil para esta finalidade. Em dezembro, ele bateu o recorde e gastou R$ 14.100 para se promover através da mídia. A despesa total do senador no último mês do ano foi de R$ 22.216,58. Além dos investimentos com mídia, ele empregou R$ 4.454,10 na locomoção, hospedagem e alimentação e R$ 3.662,48 com passagens aéreas. Campos ocupa a 48ª posição entre os parlamentares mais gastadores. Mais econômico entre os três representantes do Estado no Senado Federal, Blairo Maggi (PR) usou R$ 143.525,99 no primeiro ano de seu primeiro mandato, tendo sido pouco mais de R$ 50.400 empregado na compra de passagens aéreas. No mês de dezembro, o republicano utilizou R$ 7.995,05. Do total, R$ 4.212,03 foram empregados na compra de passagens, enquanto R$ 3.207,72 foram utilizados para pagamento de aluguel de seu escritório político e R$ 575,30 em locomoção, hospedagem e alimentação. O senador ocupa a 54ª posição no ranking nacional de utilização da cota de exercício da atividade parlamentar. Por mês, cada senador tem direito de pedir ressarcimento de até R$ 34.934,45 para despesas relativas ao exercício do mandato. Anteriormente fixado em R$ 15 mil, o valor recebeu acréscimo após a incorporação da cota para passagens aéreas. Além da cota de exercício para atividade parlamentar e do salário de R$ 26,7 mil, cada senador recebe uma verba para o pagamento dos salários e custeio administrativo. A assessoria do senador Pedro Taques minimizou os gastos efetuados pelo parlamentar ressaltando que o mesmo utilizou apenas 51% do valor a que tinha direito. Nesses onze meses de mandato, Taques poderia utilizar até R$ 384 mil da chamada verba indenizatória, porém empregou R$ 197 mil, diz trecho da nota encaminhada à imprensa. A assessoria salientou ainda que, antes de ser senador, Pedro Taques era servidor público e não possui qualquer outra atividade empresarial. Por isso, agora precisa alugar um escritório para atender a população.