O governo do Estado comunica que a Corregedoria da Polícia Militar já iniciou os trabalhos de apuração envolvendo o assalto e seqüestro de funcionários e clientes de uma agência bancária em Campo Verde. O crime terminou com a morte do assaltante, após 13 horas de tensão na cidade do interior do Estado, na última terça-feira. O secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Roberto Novacki, destaca que a instauração do processo de apuração tem o objetivo de identificar se ocorreram falhas na atuação do grupo de policiais. O que se quer é apurar como a ação policial se desenrolou, verificar se houve excessos ou falha de procedimentos, observa. Empossado há um mês no cargo de secretário, Novacki é major da Polícia Militar. Após horas de ameaças a reféns dentro da agência do Banco do Brasil, o assaltante resolveu fugir e disparou um revólver calibre 38 contra a polícia. Ele saiu do prédio abraçado a dois reféns e acabou atingindo por um policial militar. Numa reação imediata, o criminoso sendo ferido na cabeça por um tiro de fuzil. O secretário-chefe da Casa Civil ressalta que o trabalho da Corregedoria sobre o caso não se trata de algo excepcional e sim uma praxe nos trabalhos da PM. O governo Blairo Maggi quer dar toda a transparência possível às condições nesse episódio. Isso é uma rotina não só na PM, mas em todos os órgãos de Estado. A recomendação é de que a sociedade tenha acessíveis todas às informações, posiciona. O interlocutor do governo estadual ressalta que, assim como em todas as investigações feitas pela Corregedoria, outra meta central é a correção de eventuais distorções no trabalho cotidiano à segurança pública no Estado. Ele lembra que conclusões norteiam a elaboração de novos cursos de qualificação às tropas policiais.