Apesar de estar se articulando para conseguir apoio em outras legendas, como o DEM, para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado, o suplente de Senador Cidinho dos Santos (PR) não será punido por seu partido pela movimentação. Secretário-geral do PR, o deputado estadual Emanuel Pinheiro sustenta, no entanto, que é a possibilidade de Cidinho ser candidato não é uma deliberação partidária. É um desejo dele. Ele está realizando um bom trabalho como suplente de senador. É um bom quadro, mas o partido autorizou apenas duas construções de candidaturas à majoritária: a de Maurição Tonhá ao governo do Estado e de Wellington Fagundes ao Senado, pontua. Emanuel prefere afastar qualquer polêmica em torno do assunto e pondera que não há disputa interna. O que está na imprensa, está na imprensa. Essa é igual a outras coisas que saem na mídia, estão saindo e ainda vão sair, minimiza. Maurição, no entanto, mesmo não se dizendo ameaçado por Cidinho, demonstrou estar incomodado pela movimentação. Ele é de maior, vacinado. Pode responder pelas coisas que diz, comentou. O nome de Cidinho vem sendo lembrado por lideranças do setor produtivo de Mato Grosso para disputar o Paiaguás e ele não esconde o desejo pela possível candidatura. Me sinto honrado de ser lembrado por prefeitos e pelo setor produtivo para um cargo tão importante, disse, ponderando saber que a decisão sobre quem se candidatará é estritamente partidária. O PR já tem um pré-candidato que é o Maurição, adiantou-se. (TP)