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Primeira Página
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008, 21h:46

QUINTO CONSTITUCIONAL

Celestino defende votação direta

SONIA FIORI
Da Reportagem
O advogado e juiz eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), João Celestino Corrêa da Costa, defende que a escolha da lista sêxtupla a ser enviada para o Tribunal de Justiça ocorra de forma direta à vaga destinada ao Quinto Constitucional da OAB. A disputa é pela vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Munir Feguri, há cerca de dois meses. A idéia, defendida por movimento integrado de advogados, tenta alcançar a meta de indicar a escolha através do voto aberto de todos os profissionais que militam e que estão regulares com a instituição. Celestino destacou ainda o não cumprimento da OAB em relação à promessa de promover mudança em relação ao atual mecanismo de escolha. “Estamos participando de um movimento comandado pelo advogado Bruno Boaventura em que defendemos que a escolha deve ocorrer de forma democrática, por meio de eleição dos advogados credenciados aos que se inscreveram para concorrer à vaga”, explicou Celestino. O magistrado acrescentou ainda que a mudança promoveria a ampliação dos debates, que poderiam ocorrer em todos os municípios do Estado. “Hoje a escolha circula entre os 35 que integram o Conselho e acreditamos que uma escolha direta será melhor quando estiver ao alcance de todos”, ponderou. Segundo João celestino, a expectativa é de que a proposta de alteração da forma de escolha seja pautada para a próxima reunião do conselho, que será realizada no dia 29 deste mês. Ao defender a mudança, Celestino acrescentou que novas tecnologias garantem a segurança do processo de escolha – descartando o receio da OAB de que alterações no atual sistema possam colocar em risco a transparência das ações. “Hoje temos tecnologia que nos garante rapidez, agilidade e segurança no processo de escolha, por meio de urnas eletrônicas, então essa proposta está amparada”, enfatizou. O juiz sugere ainda que a escolha possa ser efetuada através da realização de assembléias dos advogados. “É muito importante que a categoria dos advogados tenha consciência do seu papel e participe das prerrogativas que pertencem à instituição e seus filiados e não apenas a um grupo de dirigentes. Nomes escolhidos pelos votos dos advogados vão ter, indiscutivelmente, mais legitimidade perante um outro sensor, que são os desembargadores que terão que escolher três entre os seis para então remeter a lista tríplice a apreciação do governador Blairo Maggi”, frisou.

Edição EDIÇÃO 16964




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